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Uso de maconha na gravidez aumenta riscos de morte e problemas no bebê

Uso de maconha na gravidez aumenta riscos de parto prematuro, baixo peso e mortalidade infantil, alerta nova meta-análise.

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Uma nova pesquisa mostra que usar maconha durante a gravidez pode ser muito perigoso. O estudo, que analisou dados de mais de 21 milhões de pessoas, descobriu que esse uso aumenta em 52% o risco de parto prematuro e em 75% o risco de o bebê nascer com baixo peso. Além disso, há um aumento de 29% na chance de morte infantil. Os especialistas alertam que a maconha pode prejudicar o desenvolvimento do feto, afetando a função dos pulmões e a circulação de sangue na placenta, que é essencial para o crescimento do bebê. Apesar dos riscos, o uso de maconha entre grávidas tem aumentado, em parte porque muitas pessoas acreditam que por ser natural, não faz mal. No entanto, essa percepção errada é preocupante, pois pode levar a sérios problemas de saúde para mães e bebês.

Uma nova meta-análise revelou que o uso de maconha durante a gravidez está associado a um aumento significativo nos riscos de complicações. O estudo, publicado na *JAMA Pediatrics*, indica um aumento de 52% no risco de parto prematuro e de 75% no risco de baixo peso ao nascer. Além disso, a pesquisa aponta um aumento de 29% na mortalidade infantil.

A pesquisa foi conduzida por uma equipe liderada pela obstetra Jamie Lo, da Universidade de Oregon. Lo destacou que a análise abrangeu 51 estudos com mais de 21 milhões de participantes. Os resultados sugerem que o uso de cannabis pode prejudicar o desenvolvimento fetal, afetando a função pulmonar e a circulação sanguínea na placenta, essencial para o crescimento do feto.

Apesar dos riscos, o uso de maconha entre gestantes tem aumentado. Um estudo anterior, realizado em 2019, mostrou que o uso de cannabis entre mulheres grávidas nos Estados Unidos mais que dobrou entre 2002 e 2017. A maioria das usuárias optou pela maconha de forma recreativa, especialmente no primeiro trimestre da gestação.

Lo alertou sobre a falsa sensação de segurança em relação à maconha, comparando-a a outras substâncias naturais que também podem ser prejudiciais, como o álcool e o tabaco. Ela enfatizou que a falta de mensagens claras sobre os riscos da cannabis para a saúde fetal contribui para essa percepção equivocada.

A pesquisa também observou que a qualidade das evidências sobre os efeitos da maconha na gravidez está melhorando, passando de um nível de certeza baixo para moderado. Isso indica que há uma crescente confiança nas associações entre o uso de cannabis e resultados adversos no nascimento.

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