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Fungos super-resistentes ameaçam saúde global com infecções fatais em ascensão

Cresce a preocupação com infecções fúngicas, como a coccidioidomicose, que afetam até pessoas saudáveis nos EUA.

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A resistência a medicamentos antifúngicos está crescendo e a Organização Mundial da Saúde identificou várias espécies de fungos como prioritárias para novos tratamentos. Casos de infecções fúngicas, como a coccidioidomicose, estão aumentando nos EUA, afetando tanto pessoas com o sistema imunológico fraco quanto indivíduos saudáveis. Torrence Irvin, que contraiu coccidioidomicose em 2018, passou por um longo e difícil tratamento antes de ser diagnosticado corretamente. Ele perdeu muito peso e quase morreu antes de receber a ajuda necessária. Rob Purdie também inalou esporos de Coccidioides e desenvolveu meningite fúngica, que é uma condição grave. A resistência a medicamentos antifúngicos é um problema sério, pois existem poucos tratamentos disponíveis, e muitos fungos estão se tornando mais difíceis de tratar. A coccidioidomicose, que antes era comum apenas em trabalhadores rurais, agora está se espalhando para mais estados, possivelmente devido a mudanças climáticas e incêndios florestais. O especialista Dr. George Thompson está trabalhando em novos tratamentos, incluindo um medicamento experimental que ajudou Irvin a se recuperar. Apesar de sua melhora, Irvin ainda lida com os efeitos da infecção e quer alertar as pessoas sobre a importância de prestar atenção à saúde.

A resistência microbiana a medicamentos antifúngicos está se tornando uma preocupação crescente. A Organização Mundial da Saúde (OMS) listou várias espécies de fungos como prioridade para novos tratamentos. Recentemente, infecções fúngicas, como a coccidioidomicose, têm aumentado nos Estados Unidos, afetando tanto pessoas com sistema imunológico comprometido quanto indivíduos saudáveis.

Torrence Irvin, de Patterson, Califórnia, acredita que contraiu o fungo Coccidioides em junho de 2018 enquanto relaxava em seu quintal. Ele passou de 130 quilos para 68 quilos antes de ser diagnosticado corretamente quase um ano depois. Rob Purdie, de Bakersfield, também inala esporos do fungo em 2012, resultando em meningite fúngica. Ambos os casos destacam a gravidade das infecções fúngicas que podem afetar qualquer um, independentemente da saúde prévia.

Estudos indicam que há 6,5 milhões de infecções fúngicas invasivas e cerca de 3,8 milhões de mortes anualmente. A resistência a medicamentos antifúngicos está crescendo, levando a OMS a listar 19 espécies como prioridade crítica. O Coccidioides, que infectou Irvin e Purdie, está entre essas prioridades. Enquanto as mortes por superbactérias são mais altas, existem centenas de antibióticos disponíveis, enquanto apenas cerca de 17 medicamentos antifúngicos estão em uso.

A dificuldade em desenvolver medicamentos eficazes contra fungos se deve à sua semelhança genética com os humanos. Fungos como o Cryptococcus neoformans e o Aspergillus fumigatus estão entre os mais perigosos. O primeiro causa uma forma fatal de meningite, enquanto o segundo pode danificar os pulmões. A Candida auris, uma levedura resistente, também é uma preocupação crescente, com casos aumentando drasticamente nos últimos anos.

A coccidioidomicose, conhecida como febre do vale, era comum entre trabalhadores rurais, mas agora é encontrada em mais de 20 estados. A crise climática e o aumento de incêndios florestais podem estar contribuindo para a propagação. Irvin e Purdie, que não eram imunocomprometidos, exemplificam como a infecção pode afetar qualquer pessoa. Irvin, após tratamento com um medicamento experimental, conseguiu melhorar, mas ainda enfrenta desafios de saúde.

A mensagem de Irvin é clara: é crucial prestar atenção aos sinais do corpo. Ele alerta que a saúde deve ser prioridade e que todos devem cuidar de si mesmos, pois infecções fúngicas podem ser fatais.

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