Uma nova pesquisa mostra que 92% das crianças nascidas em 2020 enfrentarão ondas de calor extremas ao longo de suas vidas, especialmente se a temperatura global aumentar em 3,5 °C. Isso é um grande aumento em comparação com apenas 16% das pessoas nascidas em 1960, que não enfrentarão essa situação. Os cientistas alertam que as crianças de hoje sofrerão mais com as mudanças climáticas, e é urgente agir para limitar o aquecimento global. A pesquisa também destaca que as crianças em países tropicais serão as mais afetadas, pois esses locais já enfrentam condições climáticas severas e têm menos recursos para se adaptar. Além disso, a pesquisa indica que a exposição a eventos climáticos extremos, como secas e inundações, também aumentará para as gerações mais jovens. Os autores da pesquisa pedem que os governos tomem medidas mais eficazes para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e proteger as futuras gerações.
Uma nova pesquisa revela que 92% das crianças nascidas em 2020 enfrentarão exposição sem precedentes a ondas de calor ao longo de suas vidas, especialmente em cenários de aquecimento de 3,5 °C. O estudo, publicado na revista *Nature*, destaca a crescente vulnerabilidade das gerações mais jovens aos impactos das mudanças climáticas.
A pesquisa indica que mais da metade das crianças nascidas em 2020 já enfrentará essa exposição, mesmo sob projeções conservadoras de aquecimento. O número sobe para 92% se as previsões mais pessimistas se concretizarem. Em comparação, apenas 16% das pessoas nascidas em 1960 enfrentariam essa situação sob qualquer cenário futuro.
Os pesquisadores utilizaram modelos climáticos para definir o que consideram exposição “sem precedentes”, que é a vivência de um número de eventos climáticos extremos que, em um mundo sem mudanças climáticas, teria apenas uma chance em 10.000 de ocorrer. Para a cidade de Bruxelas, por exemplo, isso significa viver seis ondas de calor extremas ao longo da vida.
Wim Thiery, coautor do estudo e cientista climático, enfatiza que as projeções são especialmente preocupantes para as crianças de hoje. Ele afirma que “muitas pessoas da minha idade têm filhos pequenos, e as previsões para eles são muito sombrias”. O estudo também aponta que a exposição a extremos climáticos, como inundações e secas, aumentará significativamente para as gerações mais jovens.
Os dados revelam que, sob um cenário de aquecimento de 2,7 °C, cerca de 111 milhões de crianças nascidas em 2020 viverão uma vida marcada por ondas de calor sem precedentes. A pesquisa destaca a necessidade urgente de reduzir as emissões de gases de efeito estufa para proteger as futuras gerações.
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