O Brasil é um dos países que mais usa redes sociais, com 66% da população conectada. Médicos e dentistas estão aproveitando isso para se promover e ganhar autoridade online, mas precisam ter cuidado com a ética. A nova Resolução do CFM, 2.336/23, estabelece regras para o uso das redes por profissionais de saúde. Agora, é obrigatório informar o CRM e o registro de qualificação de especialista, se houver. Além disso, fotos de “antes e depois” só podem ser usadas com restrições, como não identificar o paciente e mencionar riscos. Especialistas alertam que muitos profissionais ainda ignoram essas regras, o que pode prejudicar a credibilidade da profissão e a segurança dos pacientes. É comum que pacientes cheguem com expectativas irreais por causa do que veem nas redes. No entanto, é possível usar as redes de forma ética e eficaz com planejamento e apoio jurídico.
O Brasil, com mais de 66% da população conectada, é o terceiro país do mundo em consumo de redes sociais. Profissionais de saúde, como médicos e dentistas, têm utilizado essas plataformas para construir autoridade digital. A nova Resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), a 2.336/23, estabelece diretrizes éticas para esse uso.
Entre as principais diretrizes, destaca-se a obrigatoriedade de informar o CRM (Conselho Regional de Medicina) e o RQE (Registro de Qualificação de Especialista), quando aplicável. Profissionais sem titulação reconhecida devem deixar isso claro. As fotos de “antes e depois”, comuns nas redes, só podem ser utilizadas com critérios rigorosos, como a não identificação do paciente e a menção a riscos e resultados insatisfatórios.
Marcelo Penna Torini, advogado especializado em Direito Médico e Odontológico, ressalta que, embora as redes sociais sejam ferramentas poderosas, a exposição deve seguir diretrizes claras. Ele alerta que a credibilidade da profissão e a segurança do paciente estão em jogo. O cirurgião plástico Walter Koiti Matsumoto também expressa preocupação com a competição desleal, onde profissionais utilizam práticas proibidas para ganhar visibilidade.
Ambos os especialistas concordam que é possível usar as redes sociais de forma ética e estratégica. Com planejamento e apoio jurídico, é viável construir autoridade e educar o público sem ultrapassar os limites éticos.
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