As Haenyeo, mulheres que mergulham na ilha de Jeju, na Coreia do Sul, têm uma tradição de mergulho sem equipamento que dura séculos. Elas coletam frutos do mar e mergulham mesmo durante a gravidez. Um estudo recente descobriu que essas mulheres têm adaptações genéticas que as ajudam a lidar melhor com a pressão e o frio, além de apresentarem uma pressão arterial mais baixa. Os pesquisadores compararam 30 Haenyeo com 30 mulheres que não mergulham e 31 mulheres da Coreia continental. Durante testes, as Haenyeo mostraram uma redução maior na frequência cardíaca ao mergulhar, o que ajuda a conservar oxigênio. Essas adaptações podem ter evoluído para proteger os bebês durante a gravidez, já que elas mergulham mesmo nesse período. O estudo também sugere que as Haenyeo têm uma maior resistência ao frio, permitindo que mergulhem em temperaturas baixas. Essa tradição foi reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade em 2016. No entanto, a prática está diminuindo, pois as jovens não estão seguindo essa tradição.
As Haenyeo, mulheres do mar da ilha de Jeju, na Coreia do Sul, têm uma tradição de mergulho sem equipamento que remonta a séculos. Um estudo recente revelou adaptações genéticas que permitem a essas mergulhadoras tolerar melhor a pressão e o frio, além de apresentar uma redução na pressão arterial.
Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Los Angeles, e da Universidade de Utah analisaram 30 Haenyeo, 30 mulheres não mergulhadoras da ilha e 31 residentes do continente. O estudo, publicado na revista *Cell Reports*, identificou variações genéticas que podem ter evoluído para ajudar as Haenyeo a lidar com o estresse fisiológico do mergulho livre.
As Haenyeo mergulham em busca de frutos do mar, como ouriços-do-mar e abalone, descendo até 18 metros de profundidade. Elas praticam essa atividade durante todo o ano, mesmo durante a gravidez. A pesquisa mostrou que as mergulhadoras têm uma frequência cardíaca que diminui significativamente durante os mergulhos, o que ajuda a conservar oxigênio.
Além disso, o estudo revelou que os residentes de Jeju têm uma variante genética associada à pressão arterial mais baixa, encontrada em 33% das participantes da ilha, em comparação com apenas 7% entre as do continente. Essa adaptação pode ter surgido para proteger os fetos durante a gravidez, quando a pressão arterial elevada pode ser perigosa.
Os pesquisadores também notaram que as Haenyeo demonstram uma tolerância notável ao frio, o que pode estar relacionado a outra variação genética que as torna menos suscetíveis à hipotermia. A tradição das Haenyeo foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2016, destacando seu papel na economia local e no empoderamento feminino.
O estudo levanta questões sobre como essas adaptações genéticas podem influenciar tratamentos para distúrbios de pressão arterial. A pesquisa continua, com o objetivo de entender melhor as implicações médicas dessas descobertas e a singularidade das Haenyeo.
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