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Operadoras de saúde registram lucro de R$ 11,1 bilhões e crescimento no setor em 2024

Setor de planos de saúde registra lucro de R$ 11,1 bilhões em 2024, com sinistralidade em queda e recuperação após desafios financeiros.

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As operadoras de planos de saúde no Brasil tiveram um lucro líquido de R$ 11,1 bilhões em 2024, um aumento de 271% em relação ao ano anterior. Esse resultado é o melhor desde 2020, quando a pandemia começou. A sinistralidade, que é o percentual das mensalidades usado para despesas de saúde, caiu para 82,2%, o menor nível desde 2018. A recuperação financeira foi observada principalmente entre as grandes operadoras, que registraram lucros significativos. Apesar das dificuldades enfrentadas durante a pandemia, o setor parece estar se reequilibrando. A Federação Nacional de Saúde Suplementar destacou que esse resultado é fruto de uma gestão mais eficiente, embora também tenha mencionado desafios legais que impactam os planos de saúde.

As operadoras de planos de saúde no Brasil registraram um lucro líquido de R$ 11,1 bilhões em 2024, um aumento de 271% em relação ao ano anterior. O resultado foi divulgado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e representa a melhor performance do setor desde o início da pandemia de covid-19.

O balanço financeiro mostra que a sinistralidade, que mede o percentual das mensalidades utilizadas para despesas assistenciais, atingiu 82,2%, o menor índice desde 2018. A ANS destacou que a recuperação foi observada em todas as modalidades, exceto nas autogestões. O diretor de Normas e Habilitação das Operadoras da ANS, Jorge Aquino, afirmou que os dados refletem um setor que se reequilibra financeiramente após os desafios enfrentados nos últimos anos.

Crescimento e Desafios

Em março de 2024, o setor contava com 52,1 milhões de usuários. Apesar do aumento líquido de 0,2% nas carteiras, algumas operadoras enfrentaram perdas. A Hapvida, líder do mercado, perdeu 33 mil clientes, enquanto a Bradesco Saúde viu sua carteira encolher em 63 mil vidas. Em contrapartida, a Amil foi a operadora que mais cresceu, adicionando 101 mil novos consumidores.

A SulAmérica também teve um desempenho positivo, com um aumento de 63 mil vidas. A Amil terminou o primeiro trimestre com 3,139 milhões de beneficiários, apenas 256 mil a mais que a SulAmérica, que está se aproximando da concorrente. A diferença de um ano atrás era de 438 mil vidas.

Expectativas para o Futuro

O cenário financeiro das operadoras é considerado mais sustentável, mas a Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde) alertou sobre a necessidade de gestão eficiente. A entidade também mencionou que a saúde suplementar foi intensamente desafiada pela pandemia e que mudanças legislativas impactaram as coberturas oferecidas.

A Associação Nacional de Hospitais Privados (Anahp) criticou a retenção de pagamentos aos hospitais, destacando que parte do lucro das operadoras vem da melhoria de eficiência, mas também da estratégia de contenção de custos. O setor aguarda que os resultados positivos se reflitam também nos serviços prestados pelos hospitais.

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