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Supermanzanas transformam Barcelona em modelo de urbanismo sustentável e inclusivo

Supermanzanas em Barcelona podem evitar 700 mortes anuais e transformar a mobilidade urbana, segundo o ecólogo Salvador Rueda.

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Salvador Rueda, um especialista em ecologia urbana, defende a ideia de supermanzanas em Barcelona, que são áreas onde o tráfego é limitado e o espaço para pedestres é ampliado. Ele acredita que expandir esse modelo pela cidade poderia evitar cerca de 700 mortes prematuras por ano, além de melhorar a saúde pública e reduzir o tráfego. Rueda explica que a cidade funciona como um ecossistema e que as supermanzanas ajudam a resolver problemas como poluição e excesso de carros. Ele já implementou mudanças na mobilidade de Barcelona, reduzindo o tráfego em 25% e acredita que a transformação pode ser feita com um investimento de 400 milhões de euros ao longo de dez anos. Apesar de algumas resistências, pesquisas mostram que a maioria dos moradores apoia as supermanzanas. Atualmente, existem cinco supermanzanas oficiais em Barcelona, mas na prática, são 31. Rueda afirma que esse modelo pode ser aplicado em outras cidades do mundo e que a redução do uso de carros traz benefícios significativos, como a melhoria da qualidade do ar e a diminuição de problemas de saúde.

Salvador Rueda, ecólogo urbano, lançou o livro “503 supermanzanas”, onde defende a expansão do modelo de supermanzanas em Barcelona. Segundo ele, essa implementação poderia evitar 700 mortes prematuras anualmente, além de melhorar a mobilidade e a saúde pública.

As supermanzanas são áreas urbanas de aproximadamente 20 hectares onde o tráfego é restrito e o espaço para pedestres é ampliado. Rueda, presidente da Fundação Ecologia Urbana e Territorial (Feut), argumenta que esse modelo pode resolver problemas como poluição, ruído e excesso de tráfego. Ele destaca que a aplicação desse conceito poderia liberar 70% das ruas da cidade para usos não motorizados.

Rueda já implementou mudanças significativas na mobilidade de Barcelona entre 2013 e 2018, reduzindo o tráfego em 25%. Ele estima que a transformação total da cidade para incluir supermanzanas custaria cerca de R$ 400 milhões ao longo de dez anos, o que representa apenas 1% do orçamento anual municipal.

O ecólogo também menciona que a resistência ao modelo é comum, mas pesquisas indicam que a maioria dos barceloneses apoia a ideia. Atualmente, existem cinco supermanzanas oficiais em Barcelona, mas na prática, são 31. Rueda acredita que o modelo pode ser aplicado em diversas cidades ao redor do mundo, como Nova York, Bogotá e Montreal, promovendo uma mobilidade mais eficiente e sustentável.

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