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Universidade de Columbia e hospital pagam R$ 4,2 bilhões a vítimas de ginecologista abusador

Universidade de Columbia e Hospital Presbiteriano de Nova York firmam acordo de US$ 750 milhões com vítimas de Robert Hadden por abusos sexuais.

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A Universidade de Columbia e o Hospital Presbiteriano de Nova York concordaram em pagar US$ 750 milhões a 576 mulheres que foram abusadas sexualmente pelo ginecologista aposentado Robert Hadden. Ele está preso por 20 anos por abusar de várias pacientes entre 1990 e 2012, incluindo Evelyn Yang. O advogado das vítimas, Anthony DiPietro, afirmou que o acordo mostra que instituições que encobrem abusos serão responsabilizadas. Hadden, que não pode mais exercer a medicina desde 2012, foi acusado de usar sua posição para cometer os crimes. Em 2016, ele fez um acordo judicial que o impediu de ir para a prisão, mas em 2023 foi condenado por agredir sexualmente quatro pacientes e sentenciado a 20 anos de prisão. Após sua condenação, a Universidade de Columbia implementou novas medidas de segurança para proteger os pacientes.

A Universidade de Columbia e o Hospital Presbiteriano de Nova York firmaram um acordo de US$ 750 milhões (R$ 4,2 bilhões) com 576 vítimas de abusos sexuais cometidos pelo ginecologista aposentado Robert Hadden. O anúncio foi feito nesta terça-feira pelo advogado Anthony DiPietro, que representa algumas das vítimas.

Hadden, que cumpre 20 anos de prisão por abusos sexuais, foi descrito pelos promotores como um “predador de colarinho branco”. Ele foi condenado por agredir sexualmente dezenas de mulheres entre 1990 e 2012, incluindo a ex-primeira-dama de Nova York, Evelyn Yang. O acordo visa responsabilizar as instituições por encobrirem os abusos.

Evelyn Yang e outra vítima, Marissa Hoechstetter, celebraram o acordo em um comunicado conjunto. “Envia uma mensagem forte de que as instituições que encobrem a exploração e o abuso serão chamadas a prestar contas”, afirmou DiPietro. A Universidade de Columbia declarou que implementou novas medidas de segurança para pacientes.

Hadden não exerce mais a medicina desde 2012, quando foi preso pela primeira vez após uma denúncia de uma paciente. Ele utilizava sua posição de autoridade para convencer as mulheres de que seus atos eram clinicamente necessários. Em 2016, após ser acusado por 19 pacientes, Hadden chegou a um acordo judicial que lhe permitiu evitar a prisão, mas teve que desistir de sua licença médica.

Em 2023, Hadden foi condenado por induzir quatro pacientes a cruzarem fronteiras estaduais para exames, durante os quais ele as agrediu sexualmente. Após sua condenação, a Universidade de Columbia concordou em adotar medidas para lidar com os danos causados por seu abuso.

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