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Vacinas de ARNm contra o câncer avançam com tecnologia e ensaios clínicos globais

Vacinas personalizadas contra o câncer estão em desenvolvimento, unindo tecnologia de ARN mensageiro e inteligência artificial. Testes clínicos já começaram.

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A pandemia de coronavírus acelerou o desenvolvimento de vacinas, especialmente as de ARN mensageiro, que mostraram eficácia rapidamente. Agora, as empresas BioNTech e Moderna estão trabalhando com o NHS do Reino Unido para criar vacinas personalizadas contra o câncer. Essa nova abordagem usa avanços em sequenciamento genético e inteligência artificial, com testes clínicos já em andamento. O processo envolve extrair o tumor do paciente, sequenciar seu DNA e usar um algoritmo para identificar mutações que o sistema imunológico pode reconhecer. Assim, uma vacina é feita sob medida para cada paciente, ajudando a prevenir a volta do câncer após o tratamento. Os ensaios clínicos estão em fase avançada em vários países, incluindo o Reino Unido, onde 10.000 pacientes terão acesso a esses tratamentos até 2030. A expectativa é que as vacinas sejam aprovadas em breve, oferecendo uma nova opção de tratamento ao lado da quimioterapia. O custo final das vacinas ainda não é certo, pois depende da infraestrutura necessária para a produção e aplicação.

A pandemia de coronavírus impulsionou o desenvolvimento acelerado de vacinas, especialmente as de ARN mensageiro, como as da BioNTech e Moderna. Agora, essas empresas estão colaborando com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) para criar vacinas personalizadas contra o câncer. Os testes clínicos já estão em andamento.

A tecnologia de ARN mensageiro permite que as vacinas instruam o sistema imunológico a reconhecer células cancerígenas específicas. O oncólogo Lennard Lee, que lidera o projeto no NHS, explica que a abordagem envolve sequenciar o DNA do tumor do paciente e usar inteligência artificial para identificar mutações que o sistema imunológico pode atacar. Cada vacina será feita sob medida para o paciente.

O Reino Unido se destacou como um local ideal para esses testes devido à sua infraestrutura de ensaios clínicos, que se mostrou eficaz durante a pandemia. O NHS firmou um acordo com a BioNTech para oferecer tratamentos personalizados a 10 mil pacientes até 2030 e com a Moderna para construir um centro de inovação com capacidade para produzir até 250 milhões de vacinas.

Os ensaios clínicos estão em fase avançada, com milhares de voluntários participando em 25 países. A expectativa é que as vacinas sejam aprovadas por agências reguladoras como a FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) e a EMA (Agência Europeia de Medicamentos) até o início de 2025. Lee ressalta que essas vacinas não substituem tratamentos tradicionais, mas podem ser uma alternativa mais ágil à quimioterapia.

Ainda não há informações sobre o custo das vacinas, que dependerá da infraestrutura necessária para a sequenciação genética. O desenvolvimento dessas vacinas representa um avanço significativo na luta contra o câncer, que deve ter um aumento de 47% nos casos nas próximas duas décadas, segundo a Organização Panamericana de Saúde.

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