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Vibrio natriegens é modificado para remover poluentes orgânicos em águas salinas

Pesquisadores desenvolveram uma cepa de Vibrio natriegens capaz de degradar cinco poluentes orgânicos em águas residuais salinas.

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Pesquisadores criaram uma nova versão da bactéria Vibrio natriegens para ajudar a limpar cinco tipos de poluentes orgânicos em águas residuais salinas. Essa bactéria foi modificada usando uma técnica de engenharia genética que a torna capaz de lidar com poluentes complexos, como biphenyl, phenol, naphthalene, dibenzofuran e toluene. A pesquisa mostra que a bactéria pode degradar esses poluentes em amostras de água de indústrias químicas e refinarias de petróleo. A equipe usou um gene específico para melhorar a capacidade da bactéria de absorver e integrar novos genes, o que ajudou a desenvolver um método eficaz para a bioremediação.

Pesquisadores da China desenvolveram uma nova cepa da bactéria Vibrio natriegens para bioremediar cinco poluentes orgânicos complexos em águas residuais salinas. O estudo foi publicado em maio de 2025 e apresenta um método inovador de engenharia genômica.

A poluição por resíduos industriais, petróleo e plásticos é uma ameaça à biosegurança marinha, devido à sua toxicidade e persistência. A utilização de microrganismos na bioremediação enfrenta desafios, como a complexidade dos poluentes e a resistência ao estresse salino. Para superar essas limitações, os cientistas inseriram o gene regulador tfoX na cepa Vmax de V. natriegens, aumentando a capacidade de absorção e integração de DNA.

Os pesquisadores sintetizaram quimiogeneticamente clusters de genes de degradação e os transferiram para a cepa Vmax. A nova cepa é capaz de degradar biphenyl, phenol, naphthalene, dibenzofuran e toluene, abrangendo uma ampla gama de compostos, desde monocíclicos até multicíclicos. Os testes foram realizados em amostras de águas residuais de uma planta de cloro-álcali e de uma refinaria de petróleo.

Os resultados demonstraram que a cepa modificada pode efetivamente reduzir a concentração desses poluentes em ambientes aquáticos. O estudo foi apoiado por várias instituições, incluindo o Programa Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento da China e a Fundação Nacional de Ciências Naturais da China.

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