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Governo propõe exame para médicos recém-formados visando melhorar a qualidade profissional

Governo e Congresso preparam exame para recém-formados em medicina, visando garantir qualidade em meio ao aumento de cursos e queda de desempenho.

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O Brasil teve um aumento grande no número de cursos de medicina, passando de 181 para 407 entre 2010 e 2023, principalmente em faculdades privadas. Para garantir a qualidade dos novos médicos, o governo e o Congresso estão criando um exame para testar os formados, semelhante ao que a OAB faz com os advogados. A primeira prova deve acontecer em outubro. O Exame Nacional de Desempenho Estudantil (Enade) de 2023 mostrou que a qualidade dos cursos caiu, com 20% dos alunos não atingindo um nível satisfatório. O projeto em discussão no Senado sugere que o exame seja aplicado pelo Conselho Federal de Medicina e que quem não passar não possa exercer a profissão. Essa ideia é apoiada por alguns, mas outros preferem que o exame seja feito pelo Inep, que não impede a atuação dos reprovados. Há também sugestões de avaliações durante o curso para ajudar os alunos a melhorar. A situação exige diálogo entre o MEC e os Conselhos de Medicina para encontrar uma solução que funcione.

O governo e o Congresso Nacional estão desenvolvendo um exame para avaliar recém-formados em medicina, com a primeira aplicação prevista para outubro. A iniciativa surge em resposta ao aumento de cursos de medicina no Brasil, que saltaram de 181 para 407 entre 2010 e 2023, principalmente em instituições privadas. A proposta visa garantir a qualidade dos profissionais formados.

Os ministérios da Educação (MEC) e da Saúde estão à frente da elaboração do exame, que se assemelha ao teste aplicado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para advogados. O aumento no número de cursos não foi acompanhado por uma melhoria na qualidade do ensino, conforme aponta o último Exame Nacional de Desempenho Estudantil (Enade). Em 2023, 20% dos cursos avaliados não atingiram o nível satisfatório, um aumento em relação aos 13% de 2019.

Proposta de Exame Nacional de Proficiência

O projeto em tramitação no Senado propõe a criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina, que incluirá provas teóricas e práticas. A proposta impediria que profissionais reprovados iniciassem a carreira. O senador Dr. Hiran (PP-RR), relator do projeto, defende que o exame funcionaria como um filtro para assegurar que apenas médicos capacitados ingressem no mercado.

Entretanto, há divergências entre os partidos. O PT e aliados preferem o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), que não impede a atuação de reprovados. Dr. Hiran argumenta que um exame de proficiência é necessário e que diferentes mecanismos de avaliação podem ser complementares.

Avaliação Contínua e Qualidade do Ensino

Sandro Schreiber, presidente da Associação Brasileira de Educação Médica, sugere a realização de exames durante o curso para corrigir o aprendizado dos alunos. Ele ressalta que a emissão do diploma deve ocorrer apenas quando o estudante demonstrar estar apto para a prática médica.

A discussão sobre a criação do exame é crucial e deve ser conduzida sem politicagem, com o MEC aberto a contribuições dos Conselhos de Medicina. O objetivo é que os graduados enfrentem um único exame, garantindo a qualidade na formação médica no Brasil.

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