A cantora Karen Silva, que participou do The Voice Kids em 2020, faleceu aos 17 anos devido a um AVC hemorrágico. A informação foi confirmada por sua assessoria nas redes sociais. Karen estava internada em um hospital no Rio de Janeiro após o acidente. O AVC hemorrágico acontece quando um vaso sanguíneo se rompe no cérebro, causando sangramento. Esse tipo de AVC é mais grave do que o isquêmico, que ocorre por obstrução de artérias. Embora o AVC seja mais comum em pessoas acima de 45 anos, casos entre jovens têm aumentado, com um estudo recente mostrando um crescimento de quase 15% em pessoas com menos de 70 anos. No Brasil, cerca de 18% dos casos de AVC ocorrem entre pessoas de 18 a 45 anos. Fatores como obesidade, diabetes, sedentarismo e uso de substâncias ilícitas têm contribuído para esse aumento. A hipertensão, que muitas vezes não é detectada em jovens, é uma das principais causas do AVC hemorrágico. É importante que os sinais de AVC sejam reconhecidos rapidamente, pois o tratamento precoce pode melhorar a recuperação. As sequelas do AVC variam e podem afetar a fala, a coordenação e a memória. A reabilitação é geralmente multidisciplinar e pode incluir fisioterapia e apoio psicológico. Apesar dos avanços na medicina, ainda faltam protocolos específicos para o tratamento de AVC em jovens, o que pode afetar o prognóstico.
A cantora Karen Silva, ex-participante do The Voice Kids em 2020, faleceu aos 17 anos em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico. A informação foi divulgada por sua assessoria de imprensa nas redes sociais nesta quinta-feira, 24 de outubro. Karen estava internada no Hospital São João Batista, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, após sofrer o derrame.
O AVC hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe no cérebro, causando o extravasamento de sangue. Esse tipo de AVC é considerado mais grave do que o isquêmico, devido ao risco de aumento da pressão intracraniana, que pode comprometer rapidamente a função cerebral. Embora o AVC seja mais comum em pessoas acima de 45 anos, sua incidência entre jovens tem aumentado.
Um estudo da revista The Lancet Neurology, publicado em outubro de 2023, revelou um aumento de quase 15% nos casos globais de AVC entre pessoas com menos de 70 anos. No Brasil, cerca de 18% dos casos ocorrem entre indivíduos de 18 a 45 anos. O neurocirurgião Feres Chaddad, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), aponta que fatores como obesidade, diabetes tipo 2 e sedentarismo contribuem para esse aumento.
Fatores de Risco
A hipertensão é um dos principais fatores de risco para o AVC hemorrágico. Muitas vezes, a pressão alta não apresenta sintomas claros, o que a torna ainda mais perigosa entre os jovens. A neurologista Ana Carolina Gomes, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, destaca que o AVC em jovens pode estar relacionado a condições como malformações vasculares e doenças genéticas.
A falta de reconhecimento precoce dos sinais de AVC é um desafio. A crença de que o AVC é um problema exclusivo de pessoas mais velhas pode atrasar diagnósticos e tratamentos. Ana Carolina ressalta que, em jovens, a chance de recuperação é maior devido à plasticidade do cérebro.
Os impactos do AVC variam conforme a região do cérebro afetada e a gravidade do evento. As sequelas podem afetar a fala, coordenação motora e memória. A reabilitação é frequentemente multidisciplinar, envolvendo fisioterapia e apoio psicológico. Apesar dos avanços no diagnóstico e tratamento, ainda há lacunas nos protocolos de atendimento a jovens com AVC, conforme alerta Chaddad.
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