Um novo estudo mostra que a taxa de demências, como o Alzheimer, está crescendo mais rapidamente na China do que em outros lugares do mundo. Entre 1990 e 2021, os casos triplicaram no país, enquanto globalmente dobraram. Isso se deve ao envelhecimento rápido da população e a fatores de risco, como diabetes tipo 2, tabagismo e obesidade, que são comuns entre homens de meia-idade e idosos. Especialistas alertam que, se não forem tomadas medidas de prevenção, como controle do açúcar no sangue e promoção de hábitos saudáveis, os casos continuarão a aumentar até 2040. A Organização Mundial da Saúde prevê que até 2050, o leste asiático terá 16,5 milhões de casos de demência, um aumento de 222%. Em comparação, a América Latina deve ter 3,8 milhões de casos, um aumento de 363%. No Brasil, 54% dos casos de demência poderiam ser evitados com o controle de fatores de risco, como baixa escolaridade e tabagismo. A baixa escolaridade é um dos principais fatores que contribuem para o surgimento de demência, pois a educação ajuda a criar uma reserva cognitiva que protege o cérebro. Além disso, a escolaridade está ligada a melhores hábitos de vida e maior acesso à saúde. Atualmente, 14 fatores de risco modificáveis são reconhecidos como relevantes para o desenvolvimento de demências.
A taxa de demência, incluindo o Alzheimer, está crescendo mais rapidamente na China do que em qualquer outra parte do mundo, segundo um estudo publicado na revista PLOS One. Entre 1990 e 2021, o número de casos triplicou no país, enquanto globalmente, a taxa dobrou. A pesquisa, que analisou dados de saúde do Global Burden of Disease (GBD), destaca a rápida transição demográfica da China e a alta incidência de fatores de risco como principais causas desse aumento.
Os dados revelam que a incidência de demência é maior entre as mulheres, que vivem mais, enquanto a mortalidade é ligeiramente superior entre os homens. A pesquisa também aponta que a China enfrenta desafios relacionados a fatores de risco evitáveis, como diabetes tipo 2, tabagismo e obesidade, especialmente entre homens de meia-idade e idosos. Especialistas alertam que, sem intervenções eficazes, os casos de demência podem continuar a crescer até 2040.
Necessidade de Medidas Preventivas
Os autores do estudo enfatizam que existe uma janela de oportunidade para implementar medidas preventivas, mas essa chance pode se esgotar. Projeções da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o leste asiático pode ter 16,5 milhões de casos de demência até 2050, um aumento de 222%. Em comparação, a América Latina deve registrar 3,8 milhões de casos, representando um crescimento de 363%.
No Brasil, um estudo da Universidade de São Paulo (USP) aponta que 54% dos casos de demência poderiam ser evitados com o controle de fatores de risco como perda auditiva e baixa escolaridade. A professora Raquel da Costa, da Universidade Federal Fluminense (UFF), destaca que a conscientização e o diagnóstico ampliado contribuem para o aumento dos casos documentados, mas os fatores de risco modificáveis ainda são mal controlados.
A baixa escolaridade é identificada como o principal fator de risco para o surgimento de demência no Brasil, superando idade e sexo. A professora Carla Mércia Souza Dacier Lobato, da Universidade Federal do Pará (UFPA), explica que a estimulação cognitiva desde a infância é crucial para a proteção contra os sintomas da demência.
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