Um estudo global mostrou que muitos jovens, especialmente da geração Z e dos millennials, estão mais preocupados com a saúde mental no trabalho do que com salários altos. Nos Estados Unidos, metade deles aceitaria um corte salarial se a empresa realmente se comprometesse com o bem-estar dos funcionários. A pesquisa, que ouviu 14 mil pessoas em 25 países, revelou que a saúde mental é uma das principais prioridades para esses jovens, que se sentem insatisfeitos em suas carreiras. Além disso, muitos acreditam que as empresas não se importam com sua saúde mental, o que pode levar a uma maior rotatividade de funcionários. Em outros países, como Egito e Índia, a maioria dos trabalhadores também valoriza o bem-estar mais do que o salário. Para atrair e reter talentos, as empresas precisam investir em saúde mental e criar um ambiente de trabalho onde os funcionários se sintam valorizados e ouvidos.
As novas gerações priorizam saúde mental no trabalho
Um estudo global revelou que metade da geração Z e dos millennials nos Estados Unidos aceitaria cortes salariais em troca de um compromisso real com o bem-estar no ambiente de trabalho. A pesquisa, realizada pelo Oxford Longevity Project em parceria com a plataforma Roundglass, ouviu 14 mil pessoas em 25 países e destacou a insatisfação dos jovens com suas carreiras.
Os dados mostram que a saúde mental é uma das três maiores prioridades para os trabalhadores atualmente. Gurpreet Singh, fundador da Roundglass, afirmou que os funcionários não estão dispostos a sacrificar seu bem-estar em nome do trabalho. Ele alertou que empresas que não levarem essa questão a sério podem comprometer seus resultados financeiros.
A pesquisa também indicou que os membros da geração Z são os mais insatisfeitos com suas carreiras. Em contrapartida, apenas um quinto dos baby boomers demonstrou a mesma disposição em aceitar cortes salariais por bem-estar. Além disso, quase três quartos dos trabalhadores no Egito (73%) e na Índia (71%) consideram o bem-estar mais importante que o salário.
A importância dos benefícios
Os benefícios corporativos são vistos como um termômetro do compromisso das empresas com a saúde mental. Nos Estados Unidos, 67% dos millennials consideram essenciais os benefícios voltados à saúde física. Leslie Kenny, cofundadora do Oxford Longevity Project, destacou que os jovens estão adotando o autocuidado mais seriamente, influenciados pelo envelhecimento de seus familiares.
A pesquisa também revelou que cerca de um terço dos millennials considera políticas de apoio à saúde mental ao escolher um emprego. Especialistas em bem-estar corporativo ressaltam que, além de benefícios inclusivos, é crucial cultivar uma cultura organizacional colaborativa, onde os funcionários se sintam valorizados e ouvidos.
Gene Hammett, coach de liderança, enfatizou que benefícios apenas com apelo de marketing raramente atendem às necessidades reais dos funcionários. Uma cultura organizacional sólida e uma liderança genuína são fundamentais para que os benefícios oferecidos sejam efetivos e significativos.
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