Patrícia Grejanin e Priscila Canto contaram sobre suas experiências de assédio moral no trabalho. Patrícia, que tinha um estilo diferente, sofreu agressões psicológicas em sua primeira experiência profissional, onde colegas a boicotavam e a descredibilizavam. Isso a levou a deixar grandes empresas e abrir seu próprio negócio. Priscila, por sua vez, enfrentou piadas e desvalorização por parte de colegas, o que afetou sua saúde mental e a levou a buscar ajuda médica. Ambas destacam a importância de ter um ambiente de trabalho onde as pessoas possam falar sobre esses problemas e ter canais seguros para fazer denúncias. Especialistas afirmam que é essencial promover o diálogo nas empresas e que os trabalhadores devem buscar apoio quando enfrentam situações de abuso.
Patrícia Grejanin e Priscila Canto relataram experiências de assédio moral e bullying no ambiente de trabalho, destacando a necessidade de diálogo e canais seguros para denúncias. Ambas enfrentaram agressões psicológicas em suas carreiras, refletindo um problema crescente nas corporações.
Patrícia, de cinquenta anos, recorda que, aos vinte e um, sofreu com a descredibilidade em sua função de compradora de moda em uma multinacional. Seu estilo considerado excêntrico a tornou alvo de zombarias. “Fui boicotada por colegas, que levavam tudo o que eu dizia para a minha chefe”, afirmou. Essa experiência a levou a abrir seu próprio negócio, a etiqueta feminina Studio Laundry.
Priscila, de trinta e quatro anos, enfrentou um ambiente hostil em sua equipe de marketing. Ela era tratada como “meninona” e pressionada a se vestir de forma mais sensual. “Desenvolvi crises de pânico e precisei de ajuda médica”, contou. Após confrontar suas colegas, elas conseguiram resolver suas diferenças e melhorar o ambiente de trabalho.
Importância do Diálogo
Especialistas alertam que o comportamento tóxico no trabalho pode causar sérios problemas de saúde mental. Dados do Ministério da Previdência Social indicam que quatrocentos e setenta mil afastamentos por transtornos mentais foram registrados em um único ano, um aumento de sessenta e oito por cento desde dois mil e quatorze. O burnout é uma das consequências mais comuns desse tipo de intimidação.
Samanta Padilha, Head de Gente e Gestão do Grupo BGB, enfatiza que as empresas devem promover campanhas de conscientização e criar canais seguros para que os funcionários possam relatar abusos. “É essencial que todos saibam que falar sobre o assunto é permitido”, destacou. A busca por apoio, seja de colegas ou profissionais, é fundamental para lidar com essas situações.
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