Andar de ônibus no Rio de Janeiro é muito difícil, especialmente para os idosos, segundo o gerontólogo Alexandre Kalache. Ele explica que os ônibus têm degraus altos e o acesso é complicado, tornando a experiência quase impossível para quem tem dificuldades de mobilidade. Além disso, a situação nos trens é ainda pior, com multidões que dificultam a entrada. Kalache, que ajudou a criar o conceito de “cidade amiga do idoso”, destaca que para uma cidade ser considerada assim, ela deve atender a critérios como transporte acessível e tarifas baixas. No Brasil, 34 cidades têm esse status, sendo a primeira Veranópolis, no Rio Grande do Sul, e a mais recente Curitiba, em 2023. Um estudo recente apontou São Caetano do Sul como a melhor cidade para idosos entre as grandes, devido a bons indicadores de saúde e programas voltados para a terceira idade. O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior, destaca a importância de cuidar da saúde dos idosos, já que a população nessa faixa etária está crescendo rapidamente no Brasil. Atualmente, 15,6% da população brasileira é composta por idosos, e esse número deve aumentar nos próximos anos. Especialistas alertam para o preconceito contra os mais velhos, conhecido como idadismo, que é um problema a ser combatido para garantir um ambiente mais inclusivo.
O transporte público no Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, enfrenta sérias críticas pela falta de acessibilidade, dificultando a mobilidade de idosos e pessoas com mobilidade reduzida. O gerontólogo Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil, descreve a experiência de embarcar em um ônibus como uma verdadeira “missão impossível” para os idosos.
Recentemente, cidades brasileiras estão sendo avaliadas quanto à sua adequação para a população idosa. São Caetano do Sul foi destacada como a melhor entre as grandes cidades, enquanto o Brasil observa um aumento significativo na população idosa, que já soma 32,1 milhões de pessoas, representando 15,6% da população total.
Kalache, que tem 78 anos, critica a falta de acessibilidade nos ônibus e trens, afirmando que os degraus altos e a superlotação tornam o transporte um desafio. Ele ressalta que uma cidade é considerada “amiga do idoso” se atende a critérios como transporte acessível, tarifas baixas e respeito aos usuários. Desde 2007, apenas 34 cidades no Brasil conquistaram esse status, com a maioria no Paraná.
O Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL) de 2023 apontou São Caetano do Sul como a cidade mais preparada para idosos, destacando-se em saúde e serviços. O prefeito José Auricchio Júnior enfatiza a importância de políticas públicas voltadas para o envelhecimento saudável, já que 24,2% da população local é composta por idosos.
O aumento da população idosa traz desafios, e especialistas alertam que as cidades precisam se adaptar. O idadismo, ou preconceito contra os mais velhos, também é uma preocupação crescente. A médica Vânia Beatriz Merlotti Herédia destaca que 16,8% dos brasileiros acima de 50 anos já sofreram discriminação por causa da idade.
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