Um estudo recente mostra que o número de casos de Parkinson no Brasil deve dobrar até 2060, passando de 500 mil para 1,2 milhão. A pesquisa, feita por cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e outras instituições, destaca que a doença ainda é frequentemente subdiagnosticada, especialmente em seus estágios iniciais. O Parkinson é uma doença neurológica que ocorre pela perda de células que produzem dopamina, levando a sintomas como tremores e rigidez. Embora não haja cura, existem tratamentos que ajudam a controlar os sintomas. Entre as novas opções estão a Estimulação Cerebral Profunda, que envolve a colocação de eletrodos no cérebro, o ultrassom focalizado de alta intensidade, que é menos invasivo e melhora os tremores, e a terapia de infusão dopaminérgica, que fornece o remédio continuamente. Essas abordagens visam melhorar a qualidade de vida dos pacientes, especialmente aqueles que não respondem mais aos tratamentos tradicionais.
Os casos de doença de Parkinson no Brasil devem dobrar até 2060, passando de aproximadamente 500 mil para 1,2 milhão, segundo um estudo publicado no *The Lancet Regional Health*. A pesquisa, realizada por cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e outras instituições, analisou dados de quase 10 mil pessoas em todo o país.
Apesar do aumento previsto, a doença continua sendo subdiagnosticada, especialmente em estágios iniciais. A condição é causada pela degeneração de células que produzem dopamina, levando a sintomas como tremores e rigidez muscular. O principal fator de risco é o envelhecimento, mas a exposição a produtos químicos também pode contribuir.
O tratamento atual visa controlar os sintomas, utilizando medicamentos, fisioterapia e atividade física. Após sete ou oito anos, muitos pacientes enfrentam limitações funcionais. O neurologista Rubens Cury, do Hospital Israelita Albert Einstein, destaca que, nessa fase, é necessário considerar terapias avançadas.
Novas Opções de Tratamento
Para pacientes que não respondem mais ao tratamento clínico, existem novas opções:
1. Estimulação Cerebral Profunda (DBS): Técnica cirúrgica que implanta eletrodos no cérebro, modulando os sinais que causam os sintomas. É eficaz no controle de tremores e lentidão, mas pode ser contraindicado para pacientes idosos ou com complicações.
2. Ultrassom Focado de Alta Intensidade (HIFU): Procedimento menos invasivo que melhora os tremores em cerca de 70% dos casos. Realizado sob ressonância magnética, causa uma lesão térmica no tálamo, mas não cura a doença.
3. Terapia de Infusão Dopaminérgica: Consiste na infusão contínua de medicamentos por meio de uma bomba subcutânea. Essa abordagem é indicada para pacientes com flutuações de sintomas, mas ainda não foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Essas novas opções visam melhorar a qualidade de vida dos pacientes, que enfrentam desafios significativos à medida que a doença avança.
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