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Planta nomevés, fóssil vivente, é redescoberta após 40 anos em Sevilla

Planta nomevés, um fósil vivente, foi redescoberta após 24 anos. Especialistas alertam para risco de extinção e buscam medidas de proteção.

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A planta nomevés, um fósil vivente com mais de 25 milhões de anos, foi redescoberta na Sierra Norte de Sevilla após 24 anos de buscas pela bióloga Rosario Velasco, que encontrou cerca de cem exemplares. Essa planta, que estava desaparecida em Andalucía, é considerada uma raridade e está em perigo crítico de extinção devido ao seu pequeno número e à sua breve florada. A Junta de Andalucía agora planeja conservar as sementes encontradas para proteger a espécie. O nomevés, que germina em solos arenosos e tem características únicas, foi descoberto pela primeira vez em 1982 e é uma das poucas plantas que sobreviveram a grandes mudanças climáticas. Apesar dos esforços para protegê-la, como a criação de jaulas para evitar que cabras a consumam, os especialistas alertam que a planta pode desaparecer se não forem tomadas medidas adequadas.

A planta nomevés, um fósil vivente com mais de 25 milhões de anos, foi redescoberta na Sierra Norte de Sevilla pela bióloga Rosario Velasco após 24 anos de buscas. O achado ocorreu em 1º de abril e resultou na localização de até cem exemplares da espécie, que está em perigo crítico de extinção.

A planta foi inicialmente descoberta em 1982 e, desde então, sua presença foi registrada em outras localidades, como Ponferrada e Cadalso de los Vidrios. Velasco, que buscava a planta anualmente, expressou sua alegria ao encontrar os exemplares em um local onde ela foi vista pela última vez há décadas. “Quando a vi, sabia que era ela”, afirmou.

Os cientistas consideram o nomevés uma espécie única, com características distintas dentro da família das boragináceas. A planta, que mede cerca de 30 centímetros, sobreviveu a diversas mudanças climáticas e tem um ciclo de vida curto, germinando no início do ano e morrendo antes do verão. Estima-se que existam entre 500 e 1.500 indivíduos no mundo, com muitos morrendo naturalmente a cada ano.

Medidas de Conservação

A Junta de Andalucía está tomando medidas para conservar as sementes da planta, visando futuras ações de proteção. A espécie figura no catálogo andaluz de flora ameaçada, mas não possui proteção na Comunidade de Madrid, onde a legislação não é atualizada desde 1992. O professor Pablo Vargas, do Centro Superior de Investigações Científicas (CSIC), destacou a necessidade de um programa de busca e reintrodução da planta.

Os especialistas alertam que a competição com outras espécies e o pastoreio, especialmente por cabras, representam ameaças significativas à sobrevivência do nomevés. A situação é crítica, e sem ações efetivas, a extinção da planta pode ocorrer neste século. A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) incluiu a espécie em sua lista de espécies em perigo crítico em 2006.

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