Pesquisadores do Imperial College London e da Universidade de Lund descobriram que usar estatinas e ezetimiba juntos logo após um infarto pode diminuir muito o risco de novos problemas cardíacos. Atualmente, as diretrizes recomendam que os pacientes recebam apenas estatinas inicialmente, o que pode levar a complicações e custos desnecessários. O estudo analisou dados de 36 mil pacientes e mostrou que aqueles que começaram o tratamento com os dois medicamentos logo após o infarto tiveram melhores resultados em comparação com aqueles que receberam apenas estatinas ou começaram a usar ezetimiba mais tarde. A combinação é considerada segura, barata e eficaz, mas ainda não é amplamente adotada devido a uma abordagem conservadora na medicina. Os pesquisadores esperam que suas descobertas mudem as diretrizes de tratamento, ajudando a salvar vidas e reduzir custos com cuidados de saúde.
Pesquisadores do Imperial College London e da Universidade de Lund descobriram que a combinação de estatinas e ezetimiba logo após um infarto pode reduzir significativamente o risco de novos eventos cardíacos. O estudo, publicado na revista *Journal of the American College of Cardiology*, sugere uma possível mudança nas diretrizes de tratamento.
Atualmente, as diretrizes recomendam um tratamento gradual com estatinas após um infarto. No entanto, a pesquisa indica que a administração conjunta de estatinas e ezetimiba pode evitar ataques cardíacos e mortes desnecessárias. A primeira autora do estudo, Margrét Leósdóttir, afirma que a abordagem atual é ineficaz e muitas vezes leva tempo, resultando em pacientes perdidos no acompanhamento.
Os pesquisadores analisaram dados de trinta e seis mil pacientes suecos entre 2015 e 2022. Os resultados mostraram que aqueles tratados precocemente com a combinação de medicamentos atingiram níveis ideais de colesterol e apresentaram menor risco de eventos cardiovasculares. A terapia combinada não é amplamente oferecida devido ao “princípio de precaução”, que prioriza a cautela em intervenções novas.
A ezetimiba é um medicamento acessível e com poucos efeitos colaterais. O coautor Kauzik Ray destaca que uma simples mudança nas diretrizes pode ter um grande impacto na vida dos pacientes. A expectativa é que essa nova abordagem de tratamento seja adotada globalmente, evitando sofrimento desnecessário e salvando vidas.
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