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Mococa implementa sistema inovador de rastreamento de câncer de mama e colo do útero

Mococa inova com rastreamento ativo para câncer de mama e colo do útero, buscando reverter aumento de mortalidade entre mulheres jovens.

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Mococa, uma cidade no interior de São Paulo, lançou um novo sistema de rastreamento de câncer de mama e colo do útero. Em vez de esperar que as mulheres procurem atendimento, as unidades de saúde vão buscar ativamente aquelas que estão em risco, convidando-as para exames preventivos. Esse sistema usa dados do Ministério da Saúde para identificar mulheres na faixa etária mais vulnerável. O objetivo é detectar tumores precocemente e iniciar o tratamento mais rapidamente, já que a mortalidade por esses cânceres tem aumentado, especialmente entre mulheres jovens. A iniciativa é um teste que pode ser expandido para outras regiões. Especialistas notaram que o sistema atual de rastreamento no Brasil não está funcionando bem, e a nova abordagem busca mudar isso. A mortalidade por câncer de mama cresceu no país, mesmo com programas de rastreamento, e a situação é ainda mais preocupante entre mulheres com menos de 40 anos. Além disso, a mortalidade por câncer de colo do útero também está aumentando, especialmente entre as mais jovens. A vacinação contra o HPV é uma forma de prevenir o câncer cervical, mas a cobertura vacinal tem caído. O novo sistema de Mococa é uma tentativa de reverter essa tendência negativa e melhorar a saúde das mulheres na região.

Mococa, cidade no norte de São Paulo, lançou um sistema informatizado de rastreamento ativo para detectar mulheres em risco de câncer de mama e colo do útero. O programa, iniciado em abril de 2025, visa convidar essas mulheres para exames preventivos, alterando a abordagem tradicional de espera por procura espontânea.

O sistema utiliza dados do Ministério da Saúde e do município para identificar moradoras na faixa etária de maior risco. As equipes de saúde acompanharão as pacientes após os exames, buscando reduzir o tempo entre a detecção e o tratamento. Essa iniciativa surge em resposta ao aumento da mortalidade por câncer entre mulheres jovens, especialmente aquelas com menos de 40 anos.

O médico sanitarista Victor Wünsch Filho, da Fundação Oncocentro de São Paulo (Fosp), destaca que a mudança de uma abordagem passiva para uma ativa é essencial. A expectativa é que o programa, após testes em Mococa, seja expandido para outras regiões até setembro de 2025.

Dados recentes indicam que a mortalidade por câncer de mama e colo do útero voltou a crescer em São Paulo, após um período de queda. Entre 2000 e 2021, a taxa de mortalidade por câncer de mama aumentou de 10,5 para 11,8 óbitos a cada 100 mil mulheres. O câncer de colo do útero também apresenta um quadro preocupante, com aumento de mortalidade entre mulheres jovens.

A Fosp, em parceria com universidades e a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer, busca entender as barreiras ao rastreamento e implementar mudanças. O novo sistema é parte de um esforço mais amplo para reverter a tendência de aumento da mortalidade por esses cânceres no Brasil.

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