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Nove em cada dez brasileiros acreditam que jovens carecem de apoio emocional nas redes sociais

Cerca de 90% dos brasileiros veem a falta de apoio emocional para adolescentes nas redes sociais, pedindo psicólogos nas escolas e regulação das plataformas.

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Uma pesquisa recente mostrou que 90% dos brasileiros acreditam que adolescentes não recebem apoio emocional e social suficiente no ambiente digital, especialmente nas redes sociais. O estudo, que ouviu mil pessoas com mais de 18 anos, revelou que 70% dos entrevistados defendem a presença de psicólogos nas escolas para ajudar a mudar essa situação. Os principais desafios enfrentados pelos jovens incluem bullying, violência escolar, depressão, ansiedade e pressão estética. O presidente do Porto Digital destacou que é necessário humanizar a tecnologia e cuidar da juventude. Além disso, a pesquisa mostrou que os pais costumam controlar o tempo de uso da internet, mas essa supervisão diminui à medida que os filhos crescem. Especialistas afirmam que é importante criar espaços de acolhimento e diálogo entre pais e filhos sobre os riscos do ambiente digital. Recentemente, plataformas digitais mudaram suas regras, dificultando a moderação de conteúdos, o que pode aumentar a exposição dos jovens a conteúdos prejudiciais. O Supremo Tribunal Federal está avaliando a responsabilidade das plataformas por conteúdos postados por usuários, enquanto um projeto de lei que regula essas plataformas está parado na Câmara dos Deputados. Especialistas alertam que regular as redes sociais é essencial para proteger crianças e jovens, que têm menos mecanismos de defesa. Eles também enfatizam a importância de construir um ambiente de confiança e estabelecer limites claros sobre o uso da internet.

Uma pesquisa realizada em abril de 2023 revelou que 90% dos brasileiros acreditam que adolescentes não recebem o apoio emocional necessário no ambiente digital, especialmente nas redes sociais. O levantamento, que ouviu mil pessoas com mais de dezoito anos, destaca a urgência de psicólogos nas escolas e a regulamentação das plataformas digitais.

O estudo, conduzido pelo Porto Digital em parceria com a Offerwise, identificou que 70% dos entrevistados defendem a presença de profissionais de saúde mental nas instituições de ensino. Para 57%, o bullying e a violência escolar são os principais desafios de saúde mental enfrentados pelos jovens, seguidos pela depressão e ansiedade (48%) e pressão estética (32%).

O presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, enfatizou a importância de discutir o tema, afirmando que “o cuidado com a juventude deve ser um compromisso compartilhado”. Ele destacou que a inovação tecnológica deve ser humanizada e utilizada em benefício da sociedade.

Desafios e Propostas

A pesquisa também revelou que muitos pais tentam controlar o tempo de navegação de seus filhos, mas apenas 20% pretendem usar ferramentas de monitoramento no futuro. Entre adolescentes de treze a dezessete anos, a supervisão parental tende a ser mais flexível, permitindo maior autonomia.

Julio Calil, diretor-geral da Offerwise, ressaltou a necessidade de criar espaços de acolhimento e orientação para pais e filhos. Ele afirmou que a população reconhece a importância de um esforço conjunto para garantir um ambiente digital mais seguro nas escolas.

Regulação das Plataformas

Recentemente, as principais plataformas digitais alteraram suas regras, dificultando a moderação de conteúdos. Luciano Meira, professor adjunto de psicologia da Universidade Federal de Pernambuco, criticou essa decisão, afirmando que ela prioriza interesses comerciais e aumenta a exposição de jovens a conteúdos prejudiciais.

O Supremo Tribunal Federal (STF) está avaliando a constitucionalidade do Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que limita a responsabilização de provedores por conteúdos postados por usuários. Meira alertou que a falta de regulamentação pode resultar em uma sobrecarga judicial.

Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2.630 de 2020, conhecido como PL das Fake News, que visa regular as plataformas digitais. Especialistas afirmam que a regulação é essencial para manter um espaço online saudável, especialmente para crianças e adolescentes.

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