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Protocolo de alimentação restrita no tempo ajuda a manter perda de peso por um ano

Estudo recente indica que a alimentação restrita no tempo pode ajudar na perda de peso e na manutenção dos resultados por um ano.

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Um novo estudo mostrou que um protocolo de alimentação restrita no tempo, feito por três meses, pode ajudar pessoas com sobrepeso a perder peso e manter essa perda por até um ano. A alimentação restrita no tempo, que é uma forma de jejum intermitente, se tornou popular para ajudar na perda de peso. Em vez de focar no que comer, a ideia é limitar quando se come, geralmente em uma janela de 8 a 12 horas por dia. O estudo, realizado com 99 adultos, revelou que os participantes que seguiram essa abordagem perderam entre 3,5% e 4,5% do peso corporal, enquanto o grupo que comeu normalmente perdeu apenas 1,5%. Após um ano, os grupos que praticaram a alimentação restrita mantiveram uma perda de peso modesta, enquanto o grupo habitual recuperou parte do peso. A adesão ao protocolo foi alta, entre 85% e 88%, o que é encorajador, pois seguir dietas pode ser difícil. Apesar de alguns especialistas alertarem sobre a necessidade de mais pesquisas, a alimentação restrita no tempo pode ser uma opção viável para muitos que buscam perder peso e melhorar a saúde.

Um estudo recente revelou que um protocolo de alimentação restrita no tempo (TRE) de três meses pode ajudar pessoas com sobrepeso a manter a perda de peso por até um ano. A pesquisa foi apresentada durante o 32º Congresso Europeu sobre Obesidade, realizado em Málaga, Espanha, entre os dias 11 e 14 de maio. O TRE, uma forma de jejum intermitente, permite que os indivíduos escolham uma janela de alimentação diária de oito a doze horas.

Os pesquisadores, liderados por Jonatan R. Ruiz, professor da Universidade de Granada, observaram que o TRE oferece uma alternativa simplificada às dietas tradicionais, eliminando a necessidade de contar calorias. “A simplicidade comportamental melhora a adesão a longo prazo,” afirmou Ruiz. O estudo acompanhou noventa e nove adultos com sobrepeso ou obesidade por doze meses, divididos em quatro grupos, incluindo um grupo de alimentação habitual.

Após a intervenção de doze semanas, os grupos que seguiram o TRE perderam entre 3,5% e 4,5% do peso corporal, enquanto o grupo habitual perdeu apenas 1,5%. As medições antropométricas mostraram melhorias significativas na circunferência da cintura e dos quadris, com o grupo que começou o TRE mais cedo apresentando as maiores reduções.

Resultados a Longo Prazo

Os resultados mais significativos foram observados durante o acompanhamento de doze meses. Os grupos TRE mantiveram uma perda de peso modesta, enquanto o grupo habitual recuperou cerca de um quilo. O grupo que começou a alimentação restrita mais tarde teve as melhores melhorias, com mais de cinco centímetros perdidos na cintura.

A taxa de adesão ao protocolo foi alta, variando entre 85% e 88%, o que é promissor para a eficácia do TRE. Ruiz destacou que a baixa carga cognitiva do TRE, em comparação com dietas restritivas, pode ser um fator chave para essa adesão.

Embora os resultados sejam encorajadores, especialistas alertam que mais estudos são necessários para confirmar os benefícios a longo prazo do TRE. David B. Sarwer, diretor do Centro de Pesquisa e Educação sobre Obesidade, enfatizou a importância de consultar um médico antes de iniciar qualquer abordagem de alimentação restrita.

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