O termo “treino fofo” é usado de forma negativa para se referir a treinos leves, com cargas menores e menos exaustivos, especialmente entre fisiculturistas. Essa visão sugere que apenas treinos intensos trazem resultados, o que não é verdade. Pesquisas recentes mostram que treinos com cargas leves podem gerar hipertrofia muscular semelhante aos treinos pesados, desde que o volume de treino seja o mesmo. A ideia de que é preciso sentir dor para ter ganhos é antiga e não se sustenta cientificamente. Na verdade, o crescimento muscular pode ocorrer sem danos musculares, e a dor pode até atrapalhar o processo de construção muscular. Essa mentalidade de que só treinos dolorosos são válidos pode desencorajar pessoas a se exercitarem, o que é preocupante, especialmente quando vem de profissionais de educação física. É importante mudar essa visão e tornar a prática de exercícios mais inclusiva.
O termo “treino fofo” tem sido utilizado de forma negativa para descrever treinos leves, especialmente entre fisiculturistas. Essa expressão sugere que apenas treinos intensos e exaustivos são eficazes, o que gera uma cultura de desprezo por abordagens mais suaves.
Pesquisas recentes, no entanto, desafiam essa crença. Estudos indicam que treinos com cargas leves podem resultar em hipertrofia muscular semelhante à obtida com treinos pesados, desde que o volume de treino seja mantido. Essa descoberta é significativa, pois contraria a ideia de que apenas o esforço extremo traz resultados.
A relação entre a intensidade do treino e os resultados não é tão simples quanto se pensava. Embora doses maiores de exercício possam gerar respostas melhores até certo ponto, a hipertrofia não depende exclusivamente de cargas pesadas. Qualquer peso acima de 30% do máximo suportado pode resultar em ganhos semelhantes, desde que o volume seja adequado.
Além disso, a noção de que o crescimento muscular é impulsionado por lesões musculares é questionada. Evidências mostram que a hipertrofia pode ocorrer sem dano muscular, e que esse dano pode até interferir nos processos de construção muscular. Assim, o conceito de “no pain, no gain” poderia ser reformulado para “if pain, no gain”.
Essa visão excludente sobre treinos leves pode desencorajar pessoas que buscam se exercitar de forma mais acessível. É essencial que profissionais de educação física promovam uma abordagem inclusiva, abandonando termos que desmerecem práticas que podem ser igualmente eficazes.
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