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Associação Americana de Diabetes alerta sobre riscos de medicamentos manipulados para diabetes

Entidades médicas alertam sobre os riscos das versões manipuladas de semaglutida e tirzepatida, destacando a falta de segurança e eficácia.

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A Associação Americana de Diabetes (ADA) e entidades médicas brasileiras estão desaconselhando o uso de versões manipuladas dos medicamentos semaglutida e tirzepatida, que são usados para tratar diabetes tipo 2 e ajudar na perda de peso. Essas versões podem ter dosagens imprecisas e impurezas, o que pode afetar a eficácia e a segurança do tratamento. A semaglutida é vendida como Ozempic e Wegovy, enquanto a tirzepatida é conhecida como Mounjaro. A alta demanda por esses medicamentos, que podem custar entre R$ 1.000 e R$ 3.000 por mês, levou muitos a buscar alternativas manipuladas, especialmente porque a tirzepatida ainda não está disponível no Brasil. Especialistas alertam que os manipulados não passam pelos mesmos testes rigorosos que os medicamentos aprovados, o que pode resultar em sérios efeitos colaterais. A Anvisa também reforçou que a manipulação de medicamentos deve seguir regras específicas e que apenas as versões aprovadas são seguras. As empresas que fabricam esses medicamentos, Novo Nordisk e Eli Lilly, afirmam que não fornecem suas substâncias para farmácias de manipulação e alertam sobre o risco de produtos falsificados.

A Associação Americana de Diabetes (ADA) e entidades médicas brasileiras desaconselham o uso de versões manipuladas dos medicamentos semaglutida e tirzepatida. Esses fármacos, aprovados para diabetes tipo 2 e controle de peso, podem apresentar riscos de impurezas e dosagens imprecisas.

A ADA alertou que as versões manipuladas podem resultar em produtos com concentrações erradas e sem garantia de qualidade. A semaglutida, comercializada pela Novo Nordisk como Ozempic e Wegovy, e a tirzepatida, da Eli Lilly como Mounjaro, são medicamentos biológicos que ajudam a controlar o apetite e a insulina. A alta demanda por esses medicamentos, que custam entre R$ 1 mil e R$ 3 mil por mês, levou ao esgotamento dos estoques em farmácias brasileiras.

Entidades como a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem) apoiam a posição da ADA. O endocrinologista Marcio Mancini, da SBD, afirmou que a semaglutida manipulada não é idêntica à versão aprovada, pois os manipulados são sintéticos e podem conter substâncias não testadas. Ele destacou que a falta de controle na administração pode levar a efeitos colaterais graves.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) também se manifestou, afirmando que a manipulação de medicamentos deve seguir normas rigorosas e que apenas os princípios ativos biológicos foram aprovados. A manipulação de insumos sintéticos não é autorizada, pois sua segurança e eficácia não foram avaliadas.

A Novo Nordisk e a Eli Lilly expressaram preocupação com a proliferação de produtos falsificados e a venda online de medicamentos não autorizados. O endocrinologista Paulo Rosenbaum ressaltou que o uso inadequado desses medicamentos pode ter consequências sérias, especialmente quando utilizados para fins estéticos sem supervisão médica.

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