No próximo domingo, o Brasil lembrará o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, em homenagem a Araceli, uma menina de 8 anos que foi sequestrada e assassinada em 1973. Dados alarmantes sobre violência sexual contra crianças serão exibidos na Câmara e no Senado, mostrando que, em média, cinco crianças são estupradas a cada hora no país. A maioria das vítimas tem entre 5 e 14 anos, e 69% dos abusos ocorrem dentro de casa. Apesar de algumas igrejas já estarem se mobilizando para criar ambientes mais seguros, ainda há um longo caminho a percorrer. É fundamental que as comunidades de fé se tornem espaços de proteção e denúncia, rompendo o silêncio sobre esse problema grave.
No próximo domingo, 18 de maio, o Brasil celebra o Dia Nacional de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data remete ao caso de Araceli, uma menina sequestrada e assassinada em 1973, que se tornou um símbolo da luta contra a violência sexual infantil. Em um evento na Câmara e no Senado, dados alarmantes sobre a violência sexual contra crianças serão projetados, destacando que cinco crianças são estupradas a cada hora no país.
Em 2024, o Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania registrou mais de 11 mil denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes, o que representa uma média de mais de 30 casos por dia. Estima-se que apenas 7% dos casos sejam denunciados, e a maioria das vítimas tem entre 5 e 14 anos. 69% das violências ocorrem dentro de casa, o que levanta a necessidade de as igrejas se tornarem ambientes seguros para acolhimento e denúncia.
Mobilização das Igrejas
Diversas igrejas têm se mobilizado para criar ambientes mais seguros. A organização Visão Mundial desenvolve o programa “Igrejas Seguras para Crianças”, capacitando líderes a identificar sinais de abuso e criar protocolos de proteção. Mais de 1.500 igrejas já participaram da iniciativa. A Igreja Adventista do Sétimo Dia mantém diretrizes de tolerância zero para casos de abuso e coordena casas de acolhimento para vítimas em parceria com o Unicef.
É fundamental que as comunidades de fé se comprometam com políticas de proteção e que o tema do abuso sexual seja abordado nos púlpitos. O silêncio e a negação apenas perpetuam a dor das vítimas. A mobilização em torno do Maio Laranja e outras iniciativas é essencial para romper o ciclo de violência e garantir a proteção das crianças.
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