O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva vai estudar a possibilidade de permitir a venda de medicamentos sem receita médica em supermercados. Ele fez essa declaração em um evento em São Paulo, destacando que o tema precisa ser debatido. A ideia é facilitar o acesso a remédios como analgésicos e anti-inflamatórios leves. No entanto, a proposta enfrenta resistência de associações farmacêuticas e órgãos de saúde, que alertam sobre os riscos à saúde pública e o impacto econômico nas farmácias, que são mais de 90 mil no Brasil. A venda de medicamentos em supermercados já foi permitida no país entre 1994 e 1995, mas foi revogada devido a preocupações com o uso inadequado. Em outros países, essa prática é comum, mas com regras de controle. O governo Lula irá discutir o assunto com especialistas e parlamentares antes de tomar uma decisão.
O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou nesta segunda-feira (12) que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva irá estudar a possibilidade de permitir a venda de medicamentos sem receita médica em supermercados. A declaração foi feita durante um evento da Associação Paulista de Supermercados (Apas), em São Paulo. Alckmin, que é médico, ressaltou que o tema precisa ser debatido, considerando que a venda de medicamentos sem supervisão médica pode ter implicações significativas.
A proposta está em análise na Câmara dos Deputados e visa facilitar o acesso a medicamentos como analgésicos, antitérmicos e anti-inflamatórios leves. No entanto, a ideia enfrenta forte resistência de associações farmacêuticas e órgãos de saúde. A Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) alertou que a venda de medicamentos em supermercados pode incentivar o consumo indiscriminado, sem a orientação adequada.
O Brasil conta com mais de 90 mil farmácias, muitas delas pequenas, que poderiam ser prejudicadas pela medida. A prática de venda de medicamentos em supermercados foi permitida entre 1994 e 1995, mas foi revogada devido a pressões do setor farmacêutico e preocupações sobre o uso inadequado dos produtos. Em outros países, como Estados Unidos e na Europa, a venda de medicamentos sem receita é comum, mas com regras rigorosas de controle.
O governo Lula agora planeja discutir a proposta com representantes do setor, especialistas em saúde pública e parlamentares. A decisão final dependerá de um consenso entre as partes envolvidas e da aprovação do projeto na Câmara dos Deputados.
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