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Jonathan Haidt discute banimento de celulares nas escolas e proteção à infância

Jonathan Haidt, autor de "A Geração Ansiosa", discute a proibição de celulares nas escolas e a regulação das redes sociais no Brasil.

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Jonathan Haidt, psicólogo e autor do livro “A Geração Ansiosa”, vai participar da abertura da temporada 2025 do Fronteiras do Pensamento no Brasil, onde seu livro já vendeu 80 mil cópias. Ele fala sobre os problemas que celulares e redes sociais causam na saúde mental de crianças e adolescentes. Haidt destaca que muitas escolas estão proibindo o uso de celulares, pois isso ajuda a reduzir distrações e conflitos entre os alunos. Ele acredita que seu livro deu apoio a essas escolas e aos pais que desejam essa mudança. Nos Estados Unidos, várias leis já foram aprovadas para banir celulares nas escolas, e Haidt sugere que o próximo passo é rever o uso da tecnologia na educação, já que a presença de computadores nas salas de aula não tem trazido bons resultados. Ele também menciona a importância de aumentar a idade mínima para o uso de redes sociais, defendendo que deve ser 16 anos. Haidt acredita que a indignação pública, especialmente após tragédias envolvendo crianças, pode levar a mudanças nas leis que regulam as grandes empresas de tecnologia.

Jonathan Haidt, psicólogo e autor do best-seller “A Geração Ansiosa”, participará da abertura da temporada 2025 do Fronteiras do Pensamento no Brasil, no dia dezenove de maio. O evento ocorrerá no auditório Ruy Barbosa, da Universidade Mackenzie, em São Paulo, com ingressos esgotados. O livro já vendeu 80 mil cópias no Brasil, destacando-se em um mercado onde a tiragem média é de três mil.

Haidt discute os efeitos negativos dos celulares e redes sociais na saúde mental de crianças e adolescentes. Ele observa que a proibição de celulares nas escolas tem se espalhado rapidamente, com oito a nove estados dos Estados Unidos já aprovando leis nesse sentido. O autor acredita que seu livro ajudou a dar confiança às escolas para implementar essas proibições, respondendo à demanda de pais preocupados com a distração e indisciplina causadas pela tecnologia.

Proibição de Celulares nas Escolas

O psicólogo ressalta que a lei brasileira, que proíbe o uso de dispositivos eletrônicos com internet durante todo o dia escolar, é uma das melhores do mundo. No entanto, ele critica a permissão para que os celulares sejam guardados nas mochilas, comparando a situação a permitir que dependentes químicos mantenham suas drogas por perto. Para ele, soluções mais eficazes incluem o uso de pochetes individuais que trancam os aparelhos ou a entrega dos celulares ao professor.

Haidt também aborda a necessidade de regulamentação das redes sociais, propondo aumentar a idade mínima para uso de plataformas digitais de treze para dezesseis anos. Ele acredita que essa questão pode unir diferentes correntes políticas, assim como ocorreu com a proibição dos celulares nas escolas.

Impacto da Indignação Pública

Recentemente, um caso trágico envolvendo uma criança de oito anos no Brasil, que morreu após participar de um desafio de rede social, gerou comoção pública. Haidt afirma que, em democracias, a pressão popular pode levar a mudanças rápidas quando a indignação é suficientemente forte. Ele destaca que seu livro e a série “Adolescência” da Netflix têm contribuído para aumentar a conscientização sobre os perigos da hiperconectividade.

Com sua experiência e pesquisa, Haidt continua a defender a necessidade de um debate mais amplo sobre o uso da tecnologia na educação, enfatizando que a digitalização nas escolas não tem mostrado resultados positivos. Ele conclui que é essencial criar um ambiente escolar que favoreça a interação humana e o aprendizado sem as distrações digitais.

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