Mais de 200 espécies marinhas morreram devido a uma grande explosão de algas tóxicas na costa da Austrália do Sul, o que está afetando a vida marinha e levando ao fechamento de áreas de pesca. Essa proliferação de algas, que começou em março, se espalhou por uma área de cerca de 4.500 km². Cientistas afirmam que as toxinas das algas sufocam os peixes e outras criaturas marinhas, causando danos aos tecidos e às brânquias. Muitas espécies, como peixes e raias, estão sendo encontradas mortas nas praias, algumas com sinais de hemorragia. Embora as algas não sejam perigosas para os humanos, podem causar irritação na pele e problemas respiratórios em quem entra em contato. O governo local recomenda que as pessoas evitem nadar em áreas com água descolorida. A Austrália do Sul tem enfrentado temperaturas mais altas desde setembro de 2022, o que contribuiu para o aumento das algas. A última vez que um evento semelhante ocorreu foi em 2014, e a situação atual também impactou a pesca comercial e o turismo local. As autoridades continuam monitorando a situação à medida que a proliferação avança.
Mais de duzentas espécies marinhas foram mortas por uma explosão de algas tóxicas na costa da Austrália do Sul. O fenômeno, que começou em março, se espalhou por cerca de quatro mil e quinhentos quilômetros quadrados, afetando gravemente a vida marinha e levando ao fechamento de áreas de pesca.
A bióloga da vida selvagem, Vanessa Pirotta, descreveu a situação como “um filme de terror para os peixes”. As algas produzem toxinas que atuam como uma “cobertura tóxica”, sufocando diversas formas de vida marinha, incluindo peixes, raias e tubarões. O gerente de projeto da OzFish, Brad Martin, destacou que, embora as flores de algas não sejam incomuns, a magnitude atual é sem precedentes.
Os venenos liberados pelas algas causam danos às brânquias e tecidos, atacando as células vermelhas do sangue. A alta densidade da floração também reduz o oxigênio na água, levando os peixes a sufocar. Imagens de animais marinhos mortos têm sido amplamente compartilhadas, revelando a gravidade da situação, com tubarões e raias aparecendo nas praias com sinais de hemorragia.
Impactos na Pesca e Turismo
As espécies mais vulneráveis, como caranguejos e peixes-balão, foram as mais afetadas, pois não conseguem se afastar das algas tóxicas. Embora as algas não sejam prejudiciais aos humanos, a exposição a altas concentrações pode causar irritações na pele e problemas respiratórios. O governo da Austrália do Sul recomendou que as pessoas evitem nadar em praias com água descolorida e espuma.
Desde setembro de 2022, a região enfrenta uma onda de calor marinha, com temperaturas cerca de dois graus e meio acima da média. Essa condição climática tem contribuído para a duração e o crescimento da floração de algas. A última ocorrência significativa de algas tóxicas na região foi registrada em 2014. A situação também impactou a pesca comercial, levando ao fechamento de áreas de colheita e à diminuição do turismo local devido à quantidade de vida marinha morta nas praias. A monitorização da floração continua por parte de pesquisadores e do governo local.
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