Sanaa al Khalaf, uma menina de um ano e dois meses, vive em um campo de refugiados na Síria e foi diagnosticada com desnutrição aguda. Sua mãe, Reem, não conseguiu amamentá-la e não pode comprar leite em pó, que é caro. Ela alimenta a filha com arroz e almidão, mas isso não é suficiente. Mais de 500.000 crianças na Síria estão desnutridas, e outras duas milhões estão em risco. A situação se agravou com cortes de financiamento de organizações humanitárias, que resultaram na suspensão de programas essenciais. A ONG Save The Children informou que um terço de seus programas de nutrição teve que ser interrompido. A crise alimentar é alarmante, com 13 milhões de pessoas passando fome no país. O Programa Mundial de Alimentos assistiu apenas 3,6 milhões de pessoas em 2024, uma queda de 49% em relação ao ano anterior. A desnutrição crônica pode causar danos permanentes no desenvolvimento das crianças. Muitas famílias dependem de ajuda humanitária e não conseguem fornecer alimentos nutritivos. A falta de recursos e a situação econômica precária estão afetando a saúde de toda uma geração de crianças na Síria.
A situação na Síria se agrava com o aumento da desnutrição infantil, afetando mais de quinhentas mil crianças menores de cinco anos. O conflito, que já dura mais de uma década, resultou em uma crise humanitária sem precedentes, com milhões de pessoas necessitando de assistência.
Em campos de refugiados, como o de Parisha, a realidade é alarmante. Reem al Khalaf, mãe de uma criança desnutrida, relata que não consegue amamentar sua filha e não tem condições financeiras para comprar leite em pó. Ela alimenta a criança com almidão e arroz, mas isso não é suficiente. A situação é semelhante para muitas famílias, que enfrentam a falta de alimentos nutritivos.
As organizações humanitárias, como a Save the Children, enfrentam cortes de financiamento que resultaram na suspensão de um terço de seus programas de apoio nutricional. Bujar Hoxha, responsável pela ONG na Síria, afirma que as necessidades são mais altas do que nunca, enquanto os recursos diminuem. A ONU também alerta que a assistência alimentar caiu para três milhões e seiscentas mil pessoas, uma redução de quarenta e nove por cento em relação ao ano anterior.
A desnutrição crônica pode causar danos irreversíveis no desenvolvimento físico e cognitivo das crianças. Ali al Qassem, pediatra em Alepo, destaca que a saúde de uma geração inteira está comprometida. Atualmente, nove em cada dez pessoas na Síria vivem abaixo do limiar da pobreza, e a falta de nutrientes começa já na lactância, devido à desnutrição das mães.
A situação é crítica e exige atenção urgente da comunidade internacional. Sem novos fundos, a assistência a um milhão de pessoas pode ser interrompida, deixando muitas crianças em risco de morte.
Entre na conversa da comunidade