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Dengue avança em São Paulo e Rio Grande do Sul com aumento de casos e mortes

Crescimento alarmante da dengue em São Paulo e Rio Grande do Sul revela impacto das mudanças climáticas e desafios no controle da doença.

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Em 2025, São Paulo registrou 43.513 casos de dengue, um aumento de 11,2% em relação ao boletim anterior. Dez pessoas morreram devido à doença, com o Jardim Ângela sendo o distrito mais afetado, seguido por Capão Redondo e Brasilândia. A epidemia se espalhou para 39 distritos, com a maioria na zona sul. No Rio Grande do Sul, a situação é preocupante, com 15.643 casos confirmados até maio e oito mortes. O clima mais quente permitiu que o mosquito Aedes aegypti se espalhasse mais rapidamente, afetando 474 municípios. Especialistas alertam que as mudanças climáticas e a desigualdade social estão contribuindo para a expansão da dengue, que agora também atinge regiões antes consideradas seguras. A doença, transmitida pelo Aedes aegypti, tem quatro tipos de vírus, e a infecção por um deles não protege contra os outros. Os sintomas incluem febre, dores no corpo e manchas na pele, e a doença pode se agravar. O controle da dengue continua sendo um desafio no Brasil, apesar dos avanços na vacinação e no manejo clínico. A bactéria Wolbachia, que reduz a capacidade do mosquito de transmitir o vírus, está sendo testada em várias cidades. A vacina Qdenga mostrou eficácia contra os quatro sorotipos da dengue e pode ser uma nova opção de prevenção.

Em 2025, São Paulo registrou 43.513 casos de dengue, um aumento de 11,2% em relação ao boletim anterior. O dado foi divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde nesta terça-feira (13). Até o momento, dez mortes foram confirmadas devido a complicações da doença.

O Jardim Ângela é o distrito mais afetado, com 3.550 casos. As zonas norte e leste da cidade também apresentaram crescimento significativo, com o número de distritos em epidemia subindo de 33 para 39. Na zona sul, 11 dos 15 distritos estão em situação epidêmica.

Situação no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, a situação é alarmante. Até 8 de maio, foram registrados 15.643 casos e oito mortes. A epidemia, embora menor que a do ano anterior, cresce rapidamente, com uma taxa de transmissão superior a 2,08. Quatrocentos e setenta e quatro municípios estão infestados pelo mosquito Aedes aegypti.

Mudanças climáticas têm contribuído para a propagação da dengue, que agora avança em regiões antes consideradas seguras. Especialistas alertam que o aquecimento global pode levar a epidemias em áreas como a Europa e os Estados Unidos.

Desafios e Estratégias

O controle da dengue no Brasil enfrenta desafios significativos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera epidêmica uma doença quando a incidência ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes. A dengue, transmitida pelo Aedes aegypti, possui quatro sorotipos, e a infecção por um deles não confere imunidade contra os outros.

A vacinação avança, mas a cobertura ainda é baixa. O projeto Wolbachia, que introduz uma bactéria no mosquito para bloquear a transmissão do vírus, já mostrou resultados positivos em outros países e está em expansão no Brasil. A vacina Qdenga, com eficácia superior a 80%, também traz esperanças para a prevenção da doença.

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