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Excesso de exercício físico pode causar síndrome do overtraining, revela estudo da Unicamp

Pesquisas da Unicamp revelam que inibir a proteína PARP1 pode prevenir a síndrome do overtraining em camundongos e humanos.

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Pesquisadores da Unicamp descobriram que a proteína PARP1 está ligada à síndrome do overtraining, que pode causar fadiga, dor muscular e problemas no sistema imunológico. Em um estudo com camundongos, a inibição dessa proteína ajudou a evitar os sintomas do overtraining após exercícios excessivos. Além disso, um estudo com humanos mostrou que treinos intensos por três semanas diminuíram a função muscular e a tolerância à glicose. Os pesquisadores estão buscando formas naturais de inibir a PARP1 para prevenir esses problemas, que afetam tanto atletas quanto pessoas comuns.

Pesquisadores da Faculdade de Ciências Aplicadas da Universidade Estadual de Campinas (FCA-Unicamp) descobriram que a inibição da proteína PARP1 pode prevenir os sintomas da síndrome do overtraining em camundongos. O estudo, publicado na revista *Molecular Metabolism*, revela que o excesso de exercício físico pode levar a problemas como fadiga crônica, perda de performance e alterações no sistema imunológico.

Os camundongos submetidos a treinamento excessivo apresentaram aumento na expressão da PARP1 na musculatura esquelética, resultando em sintomas como inatividade sob estresse e comportamentos de autolimpeza. A pesquisadora Barbara Crisol, responsável pelo estudo, destacou que a hiperativação da proteína está ligada ao dano muscular causado pelo exercício excessivo.

Além dos testes com camundongos, uma parte do estudo foi realizada com humanos na Escola Sueca de Esporte e Ciências da Saúde, em Estocolmo. Voluntários saudáveis foram submetidos a um protocolo de treino intervalado de alta intensidade (HIIT) por três semanas. Os resultados mostraram que o exercício excessivo reduziu a tolerância à glicose e a função mitocondrial, além de impactar negativamente a performance física.

Os pesquisadores também observaram que camundongos tratados com o medicamento olaparibe, que inibe a PARP1, não apresentaram queda de desempenho após o exercício excessivo. Eduardo Ropelle, coordenador do estudo, ressaltou que, embora o olaparibe tenha mostrado eficácia, não é um tratamento recomendado para o overtraining devido a seus efeitos colaterais, incluindo a supressão do sistema imunológico.

A equipe busca agora compostos naturais que possam reduzir a produção de PARP1 no músculo, visando prevenir ou tratar a síndrome do overtraining. A pesquisa destaca a importância de entender os efeitos do exercício excessivo e a relação da PARP1 com condições musculares, como a distrofia muscular e a obesidade.

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