A microbiologista Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, foi premiada com o World Food Prize de 2025, tornando-se a primeira mulher brasileira a receber essa honraria, que é considerada o “Nobel da Agricultura”. O prêmio reconhece suas inovações que ajudam a economizar bilhões de dólares e a reduzir emissões de CO₂ na agricultura. Mariangela tem mais de 40 anos de experiência e é uma das principais responsáveis por tornar o Brasil líder no uso de insumos biológicos, substituindo fertilizantes químicos por bactérias que ajudam as plantas a obter nutrientes do solo. Seu trabalho já foi aplicado em cerca de 40 milhões de hectares, gerando uma economia anual estimada em 25 bilhões de dólares e evitando a emissão de mais de 230 milhões de toneladas de CO₂. Ela também é professora e defende a importância da ciência local, esperando que sua trajetória inspire outras mulheres na pesquisa. O prêmio inclui uma escultura e uma recompensa de 500 mil dólares, e a cerimônia de entrega ocorrerá em outubro em Iowa, nos Estados Unidos.
A microbiologista Mariangela Hungria, da Embrapa Soja, foi premiada com o World Food Prize de 2025, tornando-se a primeira mulher brasileira a receber essa honraria. O anúncio ocorreu em 13 de outubro, nos Estados Unidos, reconhecendo suas inovações que economizam bilhões e reduzem emissões de CO₂ na agricultura.
Com mais de quarenta anos de experiência, Mariangela é uma das principais responsáveis por tornar o Brasil líder no uso de insumos biológicos. Seu trabalho possibilitou a utilização de bactérias benéficas que interagem com o solo e as raízes das plantas, substituindo parcialmente fertilizantes químicos. Essa tecnologia é aplicada em cerca de 40 milhões de hectares, resultando em uma economia anual de R$ 125 bilhões e evitando a emissão de 230 milhões de toneladas de CO₂.
A pesquisadora também expandiu o uso de inoculantes para culturas como feijão, milho e trigo. Em suas palavras, “produzir mais com menos insumos, menos terra e menor impacto ambiental” tem sido o foco de sua carreira. A fundação responsável pelo prêmio destacou que suas contribuições transformaram a sustentabilidade da agricultura na América do Sul.
Trajetória Acadêmica
Natural de Itapetininga, em São Paulo, Mariangela é engenheira agrônoma formada pela Esalq/USP. Possui mestrado, doutorado e pós-doutorado em instituições renomadas, como a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro e a Universidade de Cornell. Desde 1982, ela atua na Embrapa e, desde 1991, está na Embrapa Soja, em Londrina, Paraná.
Mariangela foi uma das pioneiras na defesa da fixação biológica de nitrogênio, um processo que elimina a necessidade de adubos nitrogenados. Sua pesquisa se tornou essencial, especialmente após crises internacionais que elevaram os custos de insumos importados. A cientista espera que sua trajetória inspire outras mulheres na ciência.
O World Food Prize inclui uma escultura e uma premiação de US$ 500 mil. A cerimônia de entrega ocorrerá em 23 de outubro, em Des Moines, Iowa. A governadora de Iowa, Kim Reynolds, elogiou Mariangela por sua contribuição à agricultura e à presença feminina na pesquisa.
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