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Geração Z adota hábitos de sobriedade e busca alternativas ao consumo de álcool

Geração Z desafia normas sociais e reduz consumo de álcool, optando por alternativas saudáveis e novas formas de entretenimento.

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O consumo de álcool entre os homens é um grande problema de saúde no Brasil, levando a muitas mortes e problemas sociais, especialmente entre os mais velhos. No entanto, a geração Z está mudando essa realidade. Eles estão bebendo menos e aceitando mais as bebidas não alcoólicas, além de buscarem formas de diversão que não envolvem álcool. Um estudo mostrou que a quantidade de jovens de 18 a 24 anos que consomem álcool frequentemente caiu de 10,7% para 8,1% desde a pandemia. Muitos jovens estão adotando hábitos mais saudáveis, como participar de campanhas que incentivam a abstinência de álcool por um mês. Alguns músicos, como Andreas Kisser e João Gordo, compartilharam suas experiências de superação do alcoolismo e como suas vidas melhoraram após pararem de beber. O mercado também está se adaptando a essa nova demanda, com um aumento na procura por bebidas não alcoólicas e opções mais saudáveis. Bares e restaurantes estão oferecendo mais drinques sem álcool, e a tendência é que as pessoas busquem mais entretenimento sóbrio, como jogos de tabuleiro e encontros sem bebidas. O movimento Janeiro Seco, que incentiva a abstinência de álcool após as festas de fim de ano, está ganhando força. Essa mudança de comportamento reflete uma nova visão sobre a diversão e a saúde entre os jovens.

O consumo de álcool entre homens no Brasil é um grave problema de saúde pública, com 86% das mortes atribuídas à bebida ocorrendo nesse grupo, segundo estudo da Fiocruz. As consequências incluem doenças cardiovasculares, acidentes e violência. O psicólogo Ed Carlos de Faria destaca que a pressão social para o consumo de álcool é intensa, especialmente entre homens, que muitas vezes veem a bebida como uma forma de lidar com problemas emocionais.

Por outro lado, a geração Z está mudando essa narrativa. Um relatório de 2023 revelou que a frequência de consumo de álcool entre jovens de 18 a 24 anos caiu de 10,7% para 8,1% desde o período pré-pandemia. Além disso, 36,1% dos jovens afirmaram que quase nunca consomem álcool semanalmente, o maior percentual entre todas as faixas etárias. Essa mudança é atribuída a uma maior conscientização sobre saúde e ao desejo de um estilo de vida equilibrado.

Novas Tendências

Movimentos como “janeiro seco” e “outubro sóbrio” têm ganhado popularidade, incentivando a abstinência de álcool. Andreas Kisser, guitarrista da banda Sepultura, observa que seu filho, da geração Z, tem uma relação diferente com a bebida, priorizando saúde e bem-estar. Kisser, que está sóbrio há cinco anos, relata que a mudança em sua vida foi significativa após abandonar o álcool.

João Gordo, vocalista da banda Ratos de Porão, também compartilha sua experiência de superação após mais de quatro décadas de consumo. Ele destaca que a sobriedade trouxe benefícios como a perda de peso e uma nova perspectiva de vida.

Mudanças no Mercado

O mercado de bebidas alcoólicas está se adaptando a essas novas preferências. A consultoria WGSN aponta um aumento de 50,5% nas pesquisas por “bebidas não alcoólicas” no Brasil e no México entre 2022 e 2024. A Associação Brasileira de Bebidas (Abrabe) observa uma crescente demanda por opções saudáveis e conscientes.

Bares e restaurantes estão respondendo a essa tendência, oferecendo mais opções de drinques sem álcool. O mixologista Alê D’Agostino relata um aumento de 15% nas vendas de drinques zero em comparação ao período pré-pandemia. A mudança de hábitos é evidente, com jovens buscando novas formas de entretenimento, como jogos de tabuleiro e encontros sem álcool.

A pesquisa da Universidade de Oxford, em parceria com a Heineken, revela que 34% da geração Z se sente apoiada ao optar por bebidas não alcoólicas em eventos sociais. Apesar da pressão para consumir álcool, 38% dos jovens estariam dispostos a não beber, desde que seus amigos também adotassem essa escolha.

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