Uma pesquisa recente mostrou que 17% das casas no Brasil ainda usam lenha ou carvão para cozinhar, o que revela a continuidade da pobreza energética no país. Apesar de quase todos os lares terem acesso a gás, 12,7 milhões de brasileiros vivem em situação de pobreza energética. Nas regiões Norte e Sudeste, 30% e 8% das casas, respectivamente, ainda utilizam lenha. Isso é preocupante, pois cozinhar com lenha polui e prejudica a saúde, especialmente de mulheres e crianças. Um exemplo é Patrícia Soares, que vive em Pedra Azul (MG) e caminha 40 minutos para coletar lenha, usando gás apenas para aquecer comida. O programa Gás para Todos, criado durante a pandemia, ajuda 5,4 milhões de famílias a comprar botijões de gás, e o governo Lula planeja aumentar esse auxílio para 20 milhões de famílias, com um custo de R$ 5 bilhões. Especialistas sugerem que o benefício seja vinculado à compra de gás, como em outros países, para conscientizar sobre os riscos do uso da lenha. A pesquisa também indica que trocar a lenha por eletricidade poderia economizar tempo e dinheiro para as famílias. A pobreza energética é um problema complexo que precisa de soluções eficazes.
Pobreza energética no Brasil: 17% dos lares ainda usam lenha para cozinhar
Uma pesquisa recente revelou que 17% dos lares brasileiros ainda utilizam lenha ou carvão para cozinhar, evidenciando a persistência da pobreza energética no país. O estudo, realizado pela Plataforma de Transição Justa, destaca a urgência de programas sociais, como o auxílio-gás, para mitigar essa prática prejudicial à saúde e ao meio ambiente.
A pesquisa, que envolveu entrevistas com especialistas e pessoas afetadas, mostra que, apesar de quase 100% dos lares terem acesso a gás, 12,7 milhões de brasileiros vivem em condições de pobreza energética. Em regiões como o Norte, 30% dos lares ainda utilizam lenha, enquanto no Sudeste esse número é de 8%. A situação é alarmante, pois cozinhar com lenha não só polui o ambiente, mas também afeta a saúde das pessoas, especialmente das mulheres e crianças.
Patrícia Soares, moradora de Pedra Azul (MG), é um exemplo dessa realidade. Para economizar, ela e seus nove filhos caminham 40 minutos para coletar lenha. “Uso gás só para fazer café ou esquentar a janta”, relata. A pesquisa aponta que a inalação da fumaça da lenha pode causar problemas respiratórios e outras doenças graves.
Impacto das políticas públicas
O programa Gás para Todos, criado durante a pandemia, atualmente beneficia 5,4 milhões de famílias com a compra de botijões de gás. O governo Lula planeja expandir esse auxílio para 20 milhões de famílias, com um custo estimado de R$ 5 bilhões. Especialistas sugerem que o benefício seja vinculado à compra do gás, como já feito em países como Peru e Colômbia, para aumentar a conscientização sobre os riscos do uso da lenha.
A Plataforma de Transição Justa destaca que substituir a lenha por eletricidade poderia economizar 34 minutos diários e até US$ 62 anuais por família. A necessidade de programas sociais mais focados é evidente, pois a pobreza energética é um problema multidimensional que requer soluções abrangentes e eficazes.
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