O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) lançou novas diretrizes que recomendam formas de aliviar a dor durante a inserção do DIU e outros procedimentos ginecológicos. Essas diretrizes pedem que os médicos reconheçam a dor das pacientes e não a subestimem. Antes, o ACOG já sabia que esses procedimentos podiam ser dolorosos, mas não fazia recomendações claras devido a evidências conflitantes. As novas orientações também abordam o manejo da dor em procedimentos como biópsias e exames de imagem. O ACOG sugere o uso de cremes anestésicos, sprays ou anestesia local para ajudar a reduzir a dor. Essa mudança vem em resposta a um aumento nas reclamações de pacientes sobre a dor e a falta de opções. A organização também destaca a necessidade de atenção especial para populações vulneráveis, como pessoas com histórico de dor crônica ou vítimas de violência. A atualização é vista como um passo positivo, já que a dor das mulheres muitas vezes foi ignorada na medicina. Estudos mostram que profissionais de saúde tendem a subestimar a dor em mulheres. Apesar das novas diretrizes, os médicos ainda precisam encontrar maneiras de aplicá-las na prática, pois algumas opções de alívio podem ser desconfortáveis ou exigir tempo, o que pode ser complicado durante os procedimentos.
O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) divulgou novas diretrizes que recomendam opções de alívio da dor durante a inserção do dispositivo intrauterino (DIU) e outros procedimentos ginecológicos. Publicadas na quinta-feira, as orientações visam não subestimar a dor das pacientes, refletindo uma mudança significativa na abordagem da organização.
Historicamente, o ACOG reconhecia a dor associada a procedimentos ginecológicos, mas evitava fazer recomendações devido a evidências conflitantes sobre a eficácia dos métodos de controle da dor. As novas diretrizes seguem as orientações do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) e abrangem o manejo da dor em procedimentos como biópsia cervical e exames de imagem intrauterina.
Para minimizar a dor, o ACOG sugere o uso de creme anestésico, spray ou anestesia local injetável, conhecida como bloqueio paracervical. A mudança é uma resposta ao aumento das reclamações de pacientes nas redes sociais e na mídia. Kristin Riley, obstetra e coautora das diretrizes, afirmou que há uma demanda real das pacientes por informações sobre as opções disponíveis.
Populações Vulneráveis
As diretrizes também destacam a necessidade de atenção especial para populações vulneráveis, como pessoas com histórico de dor pélvica crônica ou vítimas de violência sexual. Essas pacientes podem ter uma tolerância diferente à dor e resistência a medicamentos. A atualização é vista como um avanço em uma área da medicina que, segundo Ashley Jeanlus, ginecologista, historicamente ignorou a dor das mulheres.
Estudos indicam que profissionais de saúde frequentemente subestimam a dor relatada por mulheres. Amanda Williams, pesquisadora da dor, ressaltou que médicos tendem a encaminhar mais pacientes masculinos para tratamento adequado em comparação às mulheres, que muitas vezes são vistas como tendo dor emocional.
As novas diretrizes do ACOG são apenas o início. Médicos precisarão encontrar maneiras de integrá-las à prática diária, considerando que algumas opções anestésicas podem ser desconfortáveis. A conscientização sobre a existência dessas opções já representa um alívio significativo para muitas pacientes, como exemplificado por Brianne Hwang, que enfrentou dor intensa após a inserção de um DIU.
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