No Brasil, uma pessoa morre a cada sete minutos devido a AVC, totalizando 18.724 mortes nos primeiros quatro meses de 2025. O AVC é uma das principais causas de morte no país e no mundo, com 7,3 milhões de mortes registradas globalmente entre 1990 e 2021. A Global Stroke Action Coalition alerta que esse número pode aumentar, prevendo 9,7 milhões de mortes até 2050. A coalizão, formada por representantes de governos e especialistas em saúde, pede melhorias no tratamento e diagnóstico precoce. No Brasil, o SUS oferece tratamento com trombolíticos, mas nem todos os hospitais seguem os protocolos recomendados. A maioria dos centros de tratamento está nas regiões Sul e Sudeste, e a falta de organização pode atrasar o atendimento, levando a mais mortes. Em 2022, o Brasil teve o maior número de mortes por AVC, com 87.719 casos. O diagnóstico precoce é fundamental, e a pressão arterial deve ser verificada assim que o paciente chega ao hospital. A coalizão também pede planos nacionais de ação e financiamento para novas intervenções. Treinamentos em parceria com associações médicas estão sendo realizados para melhorar o atendimento.
No Brasil, uma pessoa morre a cada sete minutos devido a acidente vascular cerebral (AVC), totalizando 18.724 mortes entre 1º de janeiro e 5 de abril de 2025. O AVC é uma das principais causas de morte no país e no mundo. Dados da Global Stroke Action Coalition indicam que, entre 1990 e 2021, 7,3 milhões de pessoas faleceram globalmente por essa condição, com projeções alarmantes de 9,7 milhões até 2050.
A coordenadora do Departamento Científico de Doenças Cerebrovasculares da Academia Brasileira de Neurologia, Maramélia Araújo de Miranda Alves, destaca que o Brasil enfrenta desafios significativos no tratamento do AVC. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) ofereça o uso de trombolíticos, o protocolo não é seguido em todos os hospitais. “Há estados mais organizados e mais avançados,” afirma Maramélia.
Desigualdade no Tratamento
A Rede Brasil AVC aponta que 77% dos centros de tratamento estão nas regiões Sul e Sudeste. A falta de organização e preparo resulta em atrasos no atendimento, levando a mais mortes. Em 2022, o Brasil registrou o maior número de mortes por AVC, com 87.719 óbitos, e em 2023 e 2024, mais de 84 mil mortes ocorreram a cada ano.
O diagnóstico precoce é uma prioridade para a Global Stroke Action Coalition. A maioria dos casos está ligada a fatores de risco modificáveis, como a pressão alta. A recomendação é que a pressão arterial seja verificada imediatamente ao chegar à unidade de saúde. Além disso, a coalizão pede o desenvolvimento de planos nacionais de ação e financiamento para intervenções inovadoras.
Ações Necessárias
Maramélia enfatiza a importância de treinamentos em parceria com associações médicas e secretarias de saúde. Essas iniciativas são essenciais para melhorar o atendimento e reduzir a mortalidade por AVC no Brasil. O Ministério da Saúde não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
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