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Coçar os olhos pode causar sérios problemas de visão, alerta especialista em oftalmologia

Cuidado com a coceira nos olhos: ela pode levar ao ceratocone, que afeta a visão de 150 mil brasileiros anualmente.

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Coçar os olhos é um hábito comum, mas pode causar problemas sérios, como o ceratocone, que altera a forma da córnea e prejudica a visão. Essa condição afeta cerca de 150 mil brasileiros por ano e tem levado a um aumento na fila de espera para transplante de córnea, que dobrou entre 2019 e 2022, chegando a 24.300 pacientes. O ceratocone faz com que a córnea, que normalmente é arredondada, fique em formato de cone, dificultando a passagem da luz e causando visão embaçada. A doença é mais comum em adolescentes e jovens adultos, mas também pode afetar crianças e adultos mais velhos, especialmente aqueles com alergias. O tratamento pode incluir óculos ou lentes de contato, mas em casos mais graves, pode ser necessário um transplante de córnea. O tempo médio de espera para o transplante é de 13,2 meses, e a rejeição ocorre em menos de 10% dos casos. Para evitar a coceira nos olhos, é importante usar colírios lubrificantes e tratar alergias ou outras condições que possam causar desconforto. Visitas regulares ao oftalmologista são essenciais para monitorar a saúde ocular.

O hábito de coçar os olhos, embora comum, pode resultar em sérios problemas oculares, como o ceratocone. Essa condição afeta a forma da córnea, levando a distorções na visão. Anualmente, cerca de 150 mil brasileiros são diagnosticados com ceratocone, e a fila de espera para transplante de córnea no Brasil dobrou entre 2019 e 2022, atingindo 24.300 pacientes.

A oftalmologista Fabíola Gavioli Marazato explica que a fricção intensa nos olhos pode remodelar a córnea, que normalmente tem uma forma semicircular, para um formato cônico. Isso impede que a luz chegue corretamente à retina, resultando em visão desfocada. “Não é que o paciente fique cego, mas a visão pode ficar bem deteriorada”, afirma Fabíola.

O ceratocone é mais comum em adolescentes e jovens adultos, especialmente entre 14 e 18 anos, mas também pode afetar crianças e adultos mais velhos, principalmente aqueles com alergias. O diagnóstico geralmente ocorre quando o paciente busca ajuda médica devido a dificuldades visuais progressivas.

Diagnóstico e Tratamento

O tratamento do ceratocone varia conforme a gravidade. Em casos leves, o uso de óculos ou lentes de contato pode ser suficiente. No entanto, a condição pode exigir intervenções cirúrgicas, como a inserção de anéis intracorneanos ou o cross-linking do colágeno. Se essas opções falharem, o transplante de córnea se torna necessário. O ceratocone é a principal causa de transplantes de córnea no Brasil.

Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) mostram que o número de transplantes aumentou de 4.374 em 2020 para 7.826 em 2022. O tempo médio de espera para um transplante de córnea é de 13,2 meses. A rejeição do transplante, embora temida, ocorre em menos de 10% dos casos e pode ser revertida.

Prevenção e Cuidados

Para evitar crises de coceira, recomenda-se o uso de colírios lubrificantes e compressas frias. Identificar a causa da coceira é crucial, especialmente se estiver relacionada a condições alérgicas. “Quanto mais cedo a gente descobrir esse cone, melhor”, destaca Giovanna Marchezine, oftalmologista do Hospital de Olhos de Cuiabá. Consultas regulares ao oftalmologista são essenciais para monitorar a saúde ocular e prevenir complicações.

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