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Conejo Omiltemi é redescoberto após mais de um século de desaparecimento científico

Após mais de um século, o conejo Omiltemi é redescoberto no México, revelando que nunca havia desaparecido, apenas ignorado.

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Um conejo chamado Omiltemi, que foi considerado perdido por mais de 120 anos, foi recentemente filmado na Sierra Madre do Sul, no México. Um vídeo da Secretaria de Meio Ambiente de Guerrero mostrou o animal, que nunca desapareceu, mas sua presença científica foi ignorada. O conejo, que mede cerca de 40 centímetros e tem pelo áspero e orejas curtas, foi descrito pela primeira vez em 1904. Desde 2018, pesquisadores têm se interessado pela espécie, que enfrenta ameaças como a caça, a destruição de seu habitat e a presença de grupos criminosos na região. A descoberta de uma foto do conejo em 2019 por um turista despertou mais atenção para a espécie. Recentemente, a União Internacional para a Conservação da Natureza reclassificou o conejo de ameaçado para “dados insuficientes”. As pesquisas sobre o conejo continuam, com planos para contar a população e envolver a comunidade local na sua conservação.

O conejo Omiltemi (Sylvilagus insonus), considerado perdido por mais de 120 anos, foi recentemente avistado na Sierra Madre do Sul, em Guerrero, México. Um vídeo da Secretaria de Meio Ambiente do estado mostrou um exemplar da espécie, que nunca havia desaparecido, mas cuja presença científica foi negligenciada.

Desde 2018, o conejo Omiltemi tem atraído a atenção de pesquisadores e organizações, incluindo a Rewild, presidida pelo ator Leonardo DiCaprio. O animal, que mede pouco mais de 40 centímetros, possui pelo áspero e coloração avermelhada, além de características distintas, como as orelhas curtas e a cauda pequena e negra.

A espécie foi descrita pela primeira vez em 1904 pelo naturalista Edward William Nelson, que a localizou no Parque Ecológico Estadual Omiltemi. Desde então, foram registrados poucos avistamentos, com apenas cinco exemplares observados até 1998. Os principais predadores do conejo incluem jaguarundis, ocelotes e pumas, além da ameaça representada pela caça e pela destruição de seu habitat.

Retorno ao Interesse Científico

O vídeo recente da Secretaria de Meio Ambiente de Guerrero, que mostra o conejo saltando, foi um marco para a pesquisa. “O conejo nunca desapareceu; o que faltou foram especialistas,” afirma Alberto Almazán, do Instituto para o Manejo e Conservação da Biodiversidade (Inmacob). A União Internacional para a Conservação da Natureza reclassificou a espécie de ameaçada para “dados insuficientes” após o novo avistamento.

As investigações em curso visam não apenas entender melhor a população do conejo, mas também envolver a comunidade local na sua conservação. Os pesquisadores buscam financiamento para implementar câmeras-trap e realizar um censo populacional, com o objetivo de publicar os resultados em breve.

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