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Aumento de picadas de escorpiões em São Paulo gera preocupação entre moradores de Perdizes

Aumento de avistamentos de escorpiões em Perdizes gera preocupação; picadas já somam 200 em 2024. Medidas de prevenção são essenciais.

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Moradores do bairro de Perdizes, em São Paulo, estão preocupados com o aumento de avistamentos de escorpiões, especialmente após um chef de cozinha ter sido picado enquanto cuidava de plantas na varanda de seu apartamento. Até abril deste ano, foram registrados 161 casos de picadas de escorpião na cidade, mas nenhum resultou em morte. A especialista Gisele Freitas, do Centro de Vigilância Epidemiológica, afirma que escorpiões podem viver em andares altos, se movendo por conduítes elétricos e caixas. A urbanização descontrolada e as mudanças climáticas estão contribuindo para a proliferação desses animais nas cidades. Embora o número de picadas tenha aumentado, as autoridades consideram que não há uma infestação grave em São Paulo neste ano. É importante que as pessoas tomem precauções, como vedar frestas e manter os ambientes limpos, já que os escorpiões se alimentam de baratas. Em caso de picadas, é recomendado procurar atendimento médico rapidamente, pois o soro antiveneno está disponível em hospitais específicos.

Após um morador do bairro de Perdizes, em São Paulo, ser picado por um escorpião, surgiram relatos de avistamentos do animal na região. O incidente ocorreu no dia 1º de maio, quando um chef de cozinha, Paulo Afonso, de 36 anos, foi atacado enquanto cuidava de plantas na varanda de seu apartamento. Ele descreveu a picada como uma ferroada intensa, que resultou em febre e vômito.

Até abril de 2025, foram registrados 161 casos de envenenamento por escorpião na capital paulista, com um total de 426 em 2024. Apesar do aumento de relatos, as autoridades afirmam que não há uma infestação alarmante na cidade. A diretora da Divisão de Doenças de Transmissão Vetorial e Zoonoses do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), Gisele Dias de Freitas, destacou que os escorpiões podem subir a andares altos por meio de conduítes elétricos e que a urbanização desordenada contribui para sua proliferação.

Aumento de Casos e Prevenção

O Brasil viu um aumento de 250% nas picadas de escorpião nos últimos dez anos, com 334 mil casos notificados em 2024. A urbanização e as mudanças climáticas são fatores que favorecem a presença desses aracnídeos nas cidades. Um estudo recente alertou para a rápida proliferação de escorpiões, especialmente em áreas urbanas, onde a presença de baratas, seu principal alimento, é alta.

Os escorpiões são mais ativos à noite e podem se esconder em locais como caixas de brinquedos e sapatos. Para prevenir picadas, é essencial vedar ralos, manter o lixo bem fechado e evitar acúmulo de entulho. Em caso de picada, é recomendado procurar atendimento médico imediatamente, especialmente para crianças, que são mais vulneráveis.

Recomendações e Cuidados

A Secretaria da Saúde orienta que, ao encontrar um escorpião, não se deve tentar capturá-lo. É importante fotografar o animal antes de buscar ajuda, pois o tratamento com soro antiveneno depende da espécie. O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus) é o mais comum na região Sudeste.

Os sintomas da picada incluem dor intensa, inchaço e, em casos graves, febre e choque anafilático. A letalidade das picadas é baixa, mas a atenção imediata é crucial, especialmente para crianças. A população deve estar ciente dos riscos e das medidas preventivas para evitar acidentes com escorpiões.

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