Custódio Coimbra, fotógrafo do jornal O Globo, tem registrado a poluição das águas do Rio de Janeiro por mais de 30 anos. Recentemente, ele foi à Praia dos Amores, na Barra da Tijuca, onde uma mancha escura foi vista no mar. Essa mancha, que apareceu há cerca de dois dias, é resultado do escoamento das lagoas da Barra e Jacarepaguá. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) já coletou amostras da água para análise. Coimbra, que tem 71 anos e é fotógrafo há 47, já fez centenas de fotos sobre poluição, muitas delas em parceria com o biólogo Mário Moscatelli. Desde 1995, eles sobrevoam áreas afetadas para documentar crimes ambientais. Coimbra observa que a poluição nas lagoas e no mar tem aumentado lentamente ao longo dos anos, enquanto a construção de novos condomínios continua. Ele destaca que o tratamento da poluição é insuficiente e que a situação está piorando. Moscatelli comentou que a mancha é uma mistura de cianobactérias, esgoto e sedimentos. Apesar de tudo, Coimbra ainda aprecia a beleza do Rio e usa drones para capturar imagens de ângulos diferentes, mantendo o dinamismo do seu trabalho.
Custódio Coimbra, fotógrafo do jornal O Globo, registrou a poluição aquática do Rio de Janeiro por mais de três décadas. Recentemente, ele sobrevoou a Praia dos Amores, na Barra da Tijuca, onde uma mancha escura foi identificada, resultado do escoamento das lagoas da Barra e Jacarepaguá. O Instituto Estadual do Ambiente (Inea) coletou amostras da água para análise.
A mancha, visível há cerca de dois dias, chamou a atenção de moradores e banhistas pela coloração verde-musgo. Coimbra, que tem 71 anos, afirmou que essa cena é “corriqueira” em sua trajetória como fotojornalista. Desde 1995, ele realiza voos de helicóptero com o biólogo Mário Moscatelli, que busca documentar a degradação ambiental e os crimes ecológicos na região.
Os voos são programados para períodos de maré baixa, quando a poluição se torna mais evidente. “Na maré baixa, todas as lagoas desembocam na Praia dos Amores. A qualidade da água é altamente poluída”, destacou Coimbra. Ele observa que o tratamento atual é insuficiente, comparando-o a “enxugar gelo”.
Moscatelli avaliou a mancha como uma mistura de cianobactérias, esgoto e sedimentos. Ele ressaltou que a situação é um “filme de terror ambiental” que se agrava com o crescimento populacional. Coimbra também notou que a construção desordenada ao redor das lagoas contribui para a poluição.
Além dos voos, Coimbra utiliza drones para capturar imagens de ângulos mais próximos e detalhados. Ele acredita que a tecnologia aprimora seu trabalho, permitindo uma visão mais íntima dos ambientes aquáticos. Apesar das dificuldades, o fotógrafo continua a registrar a beleza do Rio de Janeiro, afirmando que cada foto é única.
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