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Pesquisadores brasileiros descobrem compostos de esponjas marinhas que combatem malária

Compostos de esponjas marinhas podem combater a malária, incluindo cepas resistentes, trazendo esperança para novos tratamentos.

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Pesquisadores brasileiros encontraram compostos químicos em esponjas marinhas que podem matar o parasita da malária, incluindo aqueles que são resistentes a tratamentos comuns. Essa descoberta foi publicada na revista ACS Infectious Diseases. A malária, transmitida por mosquitos Anopheles, é uma doença grave que causa muitas mortes, principalmente em crianças. Os compostos, chamados batzelladinas F e L, mostraram eficácia rápida contra os parasitas Plasmodium falciparum e Plasmodium vivax. Os testes foram feitos em amostras de sangue e em camundongos infectados. Embora os compostos não tenham eliminado completamente os parasitas, eles podem ajudar na criação de novos tratamentos. Os pesquisadores destacaram a importância da biodiversidade brasileira, que está ameaçada pelas mudanças climáticas. As esponjas marinhas, de onde os compostos foram extraídos, podem desaparecer devido ao aquecimento dos oceanos. Além de combater a malária, essas substâncias também mostraram potencial contra outras doenças, como leishmaniose e Chagas. Os cientistas explicaram que esses compostos são metabólitos secundários, que ajudam os organismos a se defenderem no ambiente em que vivem.

Pesquisadores brasileiros identificaram compostos químicos em esponjas marinhas que podem eliminar o parasita da malária, incluindo cepas resistentes a tratamentos convencionais. Os resultados foram publicados na revista ACS Infectious Diseases. A malária, transmitida por mosquitos do gênero Anopheles, é uma das principais causas de morte no mundo, com cerca de 600 mil vítimas em 2023, sendo 75% delas crianças menores de cinco anos.

Os compostos, chamados batzelladinas F e L, mostraram ação rápida contra os parasitas Plasmodium falciparum e Plasmodium vivax. A eficácia foi comprovada em testes com amostras de sangue de pacientes e em camundongos infectados. O professor Rafael Guido, do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), destacou que, embora os compostos não eliminem completamente os protozoários, eles podem inspirar a criação de novos tratamentos.

Importância da Biodiversidade

A pesquisa envolveu uma equipe multidisciplinar de instituições como a USP e o Museu Nacional, com apoio da Fapesp e financiamento do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico). O professor Roberto Berlinck, do Instituto de Química de São Carlos (IQSC-USP), ressaltou a importância da biodiversidade brasileira, que está ameaçada. Ele alertou que as mudanças climáticas podem impactar negativamente a descoberta de novos fármacos.

Os pesquisadores isolaram as batzelladinas e caracterizaram sua estrutura química. Giovana Rossi Mendes, do IFSC-USP, explicou que os compostos agem rapidamente, inibindo a multiplicação dos parasitas nas hemácias do hospedeiro. Essa ação rápida é crucial para evitar que os parasitas desenvolvam resistência.

Potencial Antiparasitário

Além de combater a malária, as substâncias extraídas das esponjas marinhas também mostraram atividade contra outras doenças, como leishmaniose e Chagas. Guido observou que a presença de compostos com potencial terapêutico em organismos marinhos é comum em estudos de prospecção de produtos naturais. Esses metabólitos secundários evoluíram ao longo do tempo para garantir a sobrevivência das esponjas em seus habitats.

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