No Brasil, a pobreza energética é um problema sério, com muitas pessoas ainda cozinhando com lenha ou carvão, o que prejudica a saúde e a qualidade de vida, especialmente de mulheres e crianças. Uma pesquisa recente mostrou que 17% dos lares brasileiros utilizam lenha para cozinhar, mesmo com a maioria tendo acesso ao gás. Isso representa cerca de 12,7 milhões de brasileiros vivendo em condições de pobreza energética. Muitas famílias, como a de Patrícia Soares, economizam gás usando lenha, o que as leva a passar horas coletando madeira. O uso de lenha está ligado a problemas de saúde, como doenças respiratórias, devido à fumaça que emite. O programa Gás para Todos, que ajuda famílias a comprar gás, está sendo ampliado para beneficiar mais pessoas. Especialistas sugerem que, além do auxílio financeiro, é importante educar as pessoas sobre os riscos do uso de lenha e promover a transição para fontes de energia mais seguras.
A pobreza energética no Brasil continua a ser um desafio significativo, com uma pesquisa recente revelando que 17% dos lares ainda utilizam lenha ou carvão para cozinhar. O estudo, realizado pela Plataforma de Transição Justa, destaca a urgência de políticas como o Gás para Todos, que visa aumentar o acesso ao gás e reduzir o uso de combustíveis poluentes.
A pesquisa, que envolveu entrevistas com especialistas e pessoas afetadas, aponta que 12,7 milhões de brasileiros vivem em situação de pobreza energética, caracterizada pelo acesso inadequado a fontes de energia. Embora quase todos os lares tenham gás, muitos ainda dependem da lenha, especialmente em regiões como o Norte e o Nordeste, onde os índices de uso chegam a 30% e 24%, respectivamente.
Patrícia Soares, moradora de Pedra Azul (MG), é um exemplo dessa realidade. Para economizar, ela utiliza o fogão à lenha para cozinhar para seus nove filhos, caminhando 40 minutos até a mata para coletar lenha. A pesquisa também revela que o uso de lenha traz sérios riscos à saúde, com a inalação de fumaça causando problemas respiratórios e outros males.
Impactos e Políticas
A pesquisa destaca que a falta de gás afeta principalmente as mulheres, que são as principais responsáveis pela cozinha. Sergio Andrade, diretor-executivo da Agenda Pública, afirma que “a face mais dramática da pobreza energética é a falta de gás”. Além disso, a poluição gerada pela queima de lenha resulta em 3,2 milhões de mortes anuais em todo o mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde.
O programa Gás para Todos, que atualmente beneficia 5,4 milhões de famílias, está sendo redesenhado pelo governo Lula para atender 20 milhões de famílias com um custo estimado de R$ 5 bilhões. A proposta inclui um voucher específico para a compra de botijões de gás, semelhante a iniciativas adotadas em países como Peru e Colômbia.
Além de garantir o acesso ao gás, é fundamental implementar campanhas de conscientização sobre os riscos do uso de lenha. A Plataforma de Transição Justa sugere que a substituição da lenha por eletricidade poderia economizar 34 minutos diários e até US$ 62 por ano por família.
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