Uma carta publicada no Jama Cardiology destacou problemas com a semaglutida, um medicamento para perda de peso e diabetes. A autora, Vanita Rahman, apontou que, além do alto custo e da dificuldade de acesso, a semaglutida tem limitações como a recuperação de peso após a interrupção do uso e a ocorrência de efeitos colaterais. Um estudo mostrou que muitos pacientes não conseguem manter um peso saudável após o tratamento e que 16,6% dos usuários pararam devido a efeitos adversos. Além disso, o uso do medicamento pode aumentar o risco de problemas oculares. A carta sugere que dietas à base de plantas podem ser alternativas mais seguras e baratas para controlar o peso e melhorar a saúde.
Uma carta publicada no Jama Cardiology na quarta-feira (14) destaca as limitações da semaglutida, um medicamento utilizado para perda de peso e tratamento de diabetes. A autora, Vanita Rahman, aponta que a eficácia do fármaco é limitada, com recuperação de peso após a interrupção e alta prevalência de efeitos adversos.
A carta surge em resposta a uma pesquisa Select, divulgada na terça-feira (13) durante o Congresso Europeu de Obesidade (ECO). O estudo revelou que mais da metade dos adultos nos Estados Unidos seriam elegíveis para o uso de semaglutida, que poderia reduzir a mortalidade por doenças cardiovasculares. No entanto, a pesquisa não abordou outras limitações significativas do tratamento.
A semaglutida apresenta um custo elevado, superando US$ 1.600 por mês (cerca de R$ 8.975,04), com cobertura inconsistente por seguros de saúde. A carta ressalta que, após aproximadamente 65 semanas de tratamento, os pacientes atingem um platô na perda de peso, permanecendo na categoria de obesidade. Após quatro anos, apenas 12% dos participantes alcançaram um índice de massa corporal (IMC) normal.
Além disso, a recuperação de peso é rápida após a descontinuação do medicamento. O estudo observacional indica que o tratamento está associado a um risco de 4 a 7 vezes maior de desenvolvimento de neuropatia óptica isquêmica anterior não arterítica. A carta sugere que dietas à base de plantas podem ser alternativas mais seguras e econômicas, com evidências científicas que apoiam sua eficácia na manutenção do peso e na melhoria dos fatores de risco cardiometabólicos.
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