Amy Larocca, autora do livro “How to Be Well”, fala sobre a complexidade do bem-estar, que vai além de cuidados com a pele e exercícios. Ela observa que a cultura de bem-estar envolve alimentação saudável, saúde mental e até a aparência das fezes. Larocca, que não segue todas as regras do bem-estar, acredita que a busca por controle sobre a saúde pode ser uma obsessão moderna. Ela destaca que o bem-estar é vendido como um luxo, o que é perigoso, e que existem contradições nesse conceito, como o “cigarro bem-intencionado”. Para ela, o bem-estar pode ser um espaço de conexão entre mulheres, mas também é importante entender suas limitações. Larocca menciona que muitas vezes as pessoas compram produtos de beleza e saúde mesmo sabendo que não funcionam, por causa da falta de informações confiáveis. Ela acredita que, apesar de muitos produtos serem ineficazes, as pessoas continuam buscando soluções que prometem melhorar suas vidas.
Amy Larocca, autora do livro “How to Be Well”, explora a complexidade da cultura de bem-estar em uma conversa recente no Brooklyn, EUA. A obra, que ainda não está disponível no Brasil, discute as contradições do autocuidado e o impacto da pandemia na saúde mental e no consumo de produtos de beleza.
Larocca, que aparenta ter o “brilho” de quem se cuida, afirma que esse efeito é resultado de uma rotina rigorosa de cuidados com a pele, meditação e alimentação saudável. No entanto, ela admite que não segue todos os preceitos do estilo de vida que descreve. A autora enfatiza que o bem-estar vai além de produtos e exercícios, abrangendo também a saúde mental e hábitos alimentares.
A Indústria do Bem-Estar
A autora critica a forma como a indústria da beleza utiliza o discurso do bem-estar como uma estratégia de marketing, comparando-o à venda de produtos de moda. Larocca observa que a saúde se tornou um artigo de luxo, acessível apenas a alguns. Ela menciona o “cigarro bem-intencionado” como uma indulgência que reflete as contradições da cultura de bem-estar, que muitas vezes ignora questões socioeconômicas mais amplas.
Larocca destaca que o bem-estar pode ser um espaço de conexão entre mulheres, mas também pode servir como uma forma de entretenimento. Ela reconhece a dificuldade de traçar limites claros sobre o que constitui bem-estar, especialmente em ambientes que misturam clínicas médicas e spas.
Reflexões sobre o Consumo
Durante a conversa, Larocca compartilha sua experiência com o que chama de “bem-estar recreativo”, atividades que proporcionam prazer, mesmo que não cumpram suas promessas. Ela menciona a pressão para consumir produtos de beleza e saúde, refletindo sobre a crise de confiança nas informações disponíveis.
A autora conclui que, apesar de sua crítica, não é contra o bem-estar. Ela participa de várias práticas, reconhecendo que o conceito está profundamente enraizado na vida contemporânea. A obra de Larocca oferece uma visão abrangente sobre as nuances do bem-estar, destacando a necessidade de um olhar crítico sobre o que realmente significa cuidar de si.
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