O acidente vascular cerebral (AVC) é uma das principais causas de morte no Brasil, com mais de 84 mil óbitos registrados em 2024. A hipertensão é o principal fator de risco, afetando cerca de 50,7 milhões de brasileiros, mas apenas 33% desse grupo consegue controlar a pressão arterial. A rede pública de saúde enfrenta dificuldades na prevenção e no atendimento a casos de AVC, que geralmente estão ligados a fatores de risco que podem ser mudados, como a hipertensão. Quando os sintomas aparecem, como fraqueza em um lado do corpo e dificuldade para falar, é importante buscar atendimento rápido, pois o tratamento com trombolítico deve ser feito em até 4 horas e 30 minutos. A distribuição de hospitais que tratam AVC é desigual no Brasil, com apenas 119 centros especializados no SUS, e muitos estados têm apenas um hospital habilitado. Em São Paulo, por exemplo, apenas três hospitais atendem uma população de 11 milhões de pessoas. O tratamento para AVC isquêmico deve ser iniciado rapidamente, e a trombectomia mecânica, que pode ser feita até 24 horas após o início dos sintomas, foi incorporada ao SUS em novembro de 2023. O controle da hipertensão é essencial e pode ser alcançado com medicamentos e mudanças no estilo de vida, como exercícios físicos e uma dieta saudável.
O acidente vascular cerebral (AVC) é a principal causa de mortes cardíacas no Brasil e a segunda no mundo, com mais de 84 mil mortes registradas em 2024. A hipertensão é o principal fator de risco, afetando cerca de 50,7 milhões de brasileiros, mas apenas 33% desse grupo tem a pressão controlada, conforme dados da OMS.
A rede pública de saúde enfrenta desafios significativos na prevenção e no atendimento a casos de AVC. A maioria dos casos está relacionada a fatores de risco modificáveis, como a hipertensão. Quando os sintomas aparecem, como fraqueza em um lado do corpo e dificuldade para falar, a rapidez no atendimento é crucial. O tratamento com trombolítico deve ser realizado em até 4 horas e 30 minutos após o início dos sintomas.
Desigualdade no Atendimento
A distribuição de hospitais habilitados para o tratamento de AVC é desigual no Brasil. Atualmente, existem 119 centros especializados no SUS, mas muitos estados, como o Pará e o Amazonas, têm apenas um hospital habilitado. A falta de infraestrutura adequada dificulta o acesso ao tratamento em áreas mais remotas.
Maramélia Miranda, coordenadora da Academia Brasileira de Neurologia, destaca que há uma lista extensa de centros aguardando habilitação pelo Ministério da Saúde. Em São Paulo, por exemplo, apenas três hospitais estão habilitados para o tratamento, o que é insuficiente para uma população de 11 milhões de habitantes.
Protocolos de Tratamento
O protocolo para o AVC isquêmico envolve a realização de trombólise, que deve ser feita rapidamente. Hideraldo Cabeça, neurologista e 1º secretário do CFM, explica que o diagnóstico inicial é fundamental para determinar o tratamento adequado. A trombectomia mecânica, que pode ser realizada até 24 horas após o início dos sintomas, foi incorporada ao SUS em novembro de 2023.
A hipertensão, que afeta uma grande parte da população, é um fator de risco significativo para o AVC. O controle da pressão arterial é essencial e pode ser alcançado com medicamentos e mudanças no estilo de vida, como a prática de atividades físicas e uma dieta equilibrada.
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