Um avião da Lufthansa voou sem supervisão por 10 minutos após o copiloto passar mal enquanto o comandante estava no banheiro. O incidente ocorreu em 17 de fevereiro de 2024, durante um voo de Frankfurt para Sevilha, com 205 pessoas a bordo. O comandante deixou a cabine para ir ao banheiro e, ao voltar, não conseguiu acessar o cockpit, onde o copiloto estava passando mal. Após várias tentativas de entrar, o comandante acionou o protocolo de emergência e conseguiu abrir a porta. O copiloto foi atendido e diagnosticado com um possível transtorno convulsivo, que não havia sido identificado antes. O avião fez um pouso de emergência em Madri para que o copiloto recebesse cuidados médicos. O relatório da Comissão de Investigação de Acidentes e Incidentes de Aviação Civil da Espanha destacou que a ausência de um segundo tripulante na cabine atrasou a resposta à emergência. A comissão recomendou que a Agência Europeia para a Segurança da Aviação reavalie a necessidade de ter dois tripulantes na cabine durante ausências breves.
Um avião da Lufthansa voou sem supervisão por dez minutos após o copiloto passar mal enquanto o comandante estava no banheiro. O incidente ocorreu no dia 17 de fevereiro de 2024, durante o voo LH77X, que partiu de Frankfurt com destino a Sevilha. O avião, com 205 pessoas a bordo, foi desviado para o Aeroporto Internacional de Madri-Barajas.
O comandante deixou a cabine para ir ao banheiro, confiando que o copiloto estava em boas condições de saúde. No entanto, ao retornar, ele não conseguiu acessar o cockpit, mesmo após várias tentativas. Um membro da tripulação acionou o protocolo de emergência ao não receber resposta do copiloto. Após abrir a porta manualmente, o comandante encontrou o copiloto em estado crítico, apresentando palidez e movimentos estranhos.
Um médico que estava a bordo prestou assistência e suspeitou de um problema cardíaco. O copiloto foi diagnosticado com um possível transtorno convulsivo, uma condição que não havia sido identificada anteriormente. O comandante conseguiu pousar em segurança em Madri, onde o copiloto recebeu atendimento médico e foi hospitalizado.
Recomendações da CIAIAC
O relatório da Comissão de Investigação de Acidentes e Incidentes de Aviação Civil da Espanha (CIAIAC), divulgado recentemente, destacou que a ausência de um segundo tripulante na cabine atrasou a resposta à emergência. Atualmente, as diretrizes da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (EASA) não exigem a presença de outro membro da tripulação durante ausências breves. A CIAIAC recomendou que a EASA reavalie essa norma, sugerindo que a permanência de dois tripulantes na cabine poderia aumentar a segurança operacional.
Após o incidente, o copiloto foi afastado do trabalho para tratamento. A Lufthansa não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento.
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