A degradação ambiental e as mudanças climáticas estão afastando as crianças da Amazônia do contato com a natureza, o que é muito importante para seu desenvolvimento. A pesquisa de Eliana Pojo mostra que a relação das crianças com os rios é essencial para a cultura e a vida em comunidade. Em Altamira, o Projeto Aldeias ajuda a resgatar essa conexão, especialmente após a remoção de famílias devido à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Eliana passou dois anos estudando como as atividades aquáticas ajudam as crianças a se relacionarem melhor com suas comunidades e a preservarem tradições. Ela observa que as crianças sentem a falta do contato com os rios e percebem a diminuição de peixes e alimentos. A saúde emocional e física delas é afetada quando são afastadas do meio ambiente. Daniela Silva, criadora do Projeto Aldeias, busca fortalecer o sentimento de pertencimento das crianças à Amazônia, oferecendo atividades que as conectem com a floresta. O projeto surgiu como uma resposta à necessidade de apoiar famílias após a perda de laços comunitários. As crianças, que antes não se sentiam parte do território, agora se sentem mais seguras e dispostas a expressar suas ideias.
A degradação ambiental e as mudanças climáticas estão afetando comunidades tradicionais na Amazônia, impactando a saúde emocional e física das crianças. Uma pesquisa da pedagoga e cientista social Eliana Pojo destaca a importância da relação das crianças com os rios para seu desenvolvimento social e cultural.
Durante dois anos, Pojo trabalhou com moradores do quilombo Tauerá-Açú, em Abaetetuba, no Pará. Ela observou que as atividades aquáticas são essenciais para fortalecer os laços comunitários e preservar conhecimentos tradicionais. “O rio não é apenas um elemento de trabalho, mas parte da identidade da comunidade”, afirma Pojo. A degradação ambiental, como a diminuição de peixes, afeta diretamente a alimentação e a saúde das crianças.
Em Altamira, o Projeto Aldeias busca resgatar essa conexão com a natureza após a remoção da comunidade devido à construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. A ativista Daniela Silva, uma das criadoras do projeto, destaca que as crianças da periferia são frequentemente esquecidas nas pautas ambientais. “Elas sofrem com racismo ambiental e perderam a ligação com o rio”, diz Silva.
O projeto oferece oficinas e atividades de imersão na floresta para crianças e adolescentes. “Nosso foco é trabalhar o pertencimento e a importância da Amazônia”, explica Silva. A iniciativa também busca resgatar a rede comunitária que foi perdida com a remoção. As atividades são financiadas por doações e têm como objetivo promover a segurança e a autoestima das crianças, ajudando-as a se reconectar com seu território.
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