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Cuidado com o acesso: saiba a idade ideal para seu filho usar o Snapchat

Movimento Desconecta sugere limites de idade para uso de redes sociais, enquanto pais buscam equilibrar proteção e inclusão digital.

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A discussão sobre o uso de redes sociais por crianças e adolescentes está em alta, com pais preocupados em proteger seus filhos e ao mesmo tempo incluí-los socialmente. O Movimento Desconecta sugeriu que jovens só usem celulares a partir dos 14 anos e redes sociais a partir dos 16. A pesquisadora Telma Vinha recomenda que os pais saibam as senhas dos dispositivos dos filhos para facilitar o diálogo sobre os riscos online. O movimento também lançou um documento para que os pais se comprometam a seguir essas idades, promovendo debates sobre educação midiática e a proibição de celulares nas escolas. Para ajudar, a ONG Common Sense Media oferece avaliações de filmes e aplicativos, indicando idades recomendadas. Merve Lapus, da ONG, destaca a importância de conversas entre pais e filhos sobre o uso das mídias, já que cada criança reage de forma diferente ao conteúdo. A educação midiática é essencial para que jovens aprendam a usar a internet de forma segura.

A discussão sobre o uso de redes sociais por crianças e adolescentes tem se intensificado, levando pais a refletirem sobre como equilibrar proteção e inclusão social. Recentemente, o Movimento Desconecta propôs um pacto para limitar o uso de celulares e redes sociais, sugerindo que o acesso a esses meios ocorra apenas a partir dos 14 anos para celulares e 16 anos para redes sociais.

“Os pais têm de saber a senha do celular e do computador do adolescente”, afirma Telma Vinha, pesquisadora da Unicamp. Essa orientação visa estreitar os laços familiares e promover um diálogo aberto sobre os riscos das redes sociais. Grupos inspirados no livro *Geração Ansiosa*, de Jonathan Haidt, têm incentivado os pais a adiar a exposição de seus filhos a esses dispositivos, refletindo sobre as consequências dessa decisão.

O Movimento Desconecta lançou um documento que os pais podem assinar, comprometendo-se a respeitar as idades sugeridas. “Juntos, conseguimos vencer a pressão social”, diz o documento. Essa iniciativa tem gerado debates sobre a educação midiática e contribuído para o banimento de celulares nas escolas, embora a implementação varie em um país tão diverso como o Brasil.

Ferramentas de Apoio

Uma ferramenta útil para pais é o site da ONG americana Common Sense Media, que oferece mais de 45 mil avaliações de filmes, aplicativos e jogos. Essas classificações ajudam a determinar a idade recomendada para cada conteúdo, considerando fatores como violência e linguagem imprópria. Por exemplo, o Snapchat, popular entre adolescentes, é recomendado apenas para maiores de 16 anos devido a preocupações com sexting.

Merve Lapus, vice-presidente da ONG, destaca a importância de conversas significativas entre pais e filhos sobre o uso das mídias. “As classificações são um guia, não um portão”, afirma. Ele ressalta que cada criança é única e que o que pode ser assustador para uma pode ser emocionante para outra.

Os pais são incentivados a dialogar sobre os riscos das redes sociais, a saúde mental e a importância de fontes confiáveis. A educação midiática é fundamental para que crianças e adolescentes aprendam a navegar nesse ambiente digital de forma segura e consciente.

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