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David Attenborough alerta sobre a devastação marinha causada pela pesca de arrasto

David Attenborough critica a pesca de arrasto em seu novo filme "Ocean", pedindo sua proibição em áreas protegidas.

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David Attenborough, um famoso naturalista britânico, lançou seu novo filme chamado “Ocean”, onde critica a pesca de arrasto, uma técnica que causa grandes danos aos oceanos. Ele mostra imagens impactantes do que acontece no fundo do mar, revelando como essa prática destrói o habitat marinho e mata muitos animais. Attenborough explica que a maioria dos peixes capturados acaba sendo jogada de volta ao mar, o que torna essa forma de pesca muito ineficiente. Ele compara a pesca de arrasto a um bulldozer que arrasa uma floresta. O filme foi feito com a ajuda de uma empresa pesqueira, que permitiu que uma câmera fosse colocada na rede para mostrar a realidade do que acontece. Attenborough acredita que é crucial proteger os oceanos, pois eles podem se recuperar rapidamente se forem respeitados. Ele pede a proibição da pesca de arrasto em áreas protegidas, onde atualmente essa prática é permitida em apenas 5% das zonas. O filme chega em um momento importante, com uma conferência da ONU sobre os oceanos se aproximando, e Attenborough espera que sua mensagem ajude a conscientizar os líderes sobre a importância de cuidar do meio ambiente.

David Attenborough, naturalista britânico de noventa e nove anos, lançou seu novo filme, “Ocean”, onde denuncia a pesca de arrasto e seu impacto devastador nos ecossistemas marinhos. O documentário apresenta imagens impactantes que revelam a destruição causada por essa prática, clamando por sua proibição em áreas protegidas.

A técnica de pesca de arrasto, utilizada globalmente, destrói indiscriminadamente o fundo do mar. Attenborough destaca que três quartos do que é capturado com redes de arrasto é devolvido ao mar, muitas vezes já morto. Ele compara essa prática a um bulldozer devastando uma floresta tropical. As cenas do filme mostram animais tentando escapar da rede, como uma manta raya, e a morte agonizante de diversas espécies.

O codiretor do filme, Keith Scholey, revelou que a equipe obteve permissão de uma empresa pesqueira para filmar as operações de arrasto. Embora relutantes, entenderam que essa era a única forma de mostrar a realidade do fundo do mar. Algumas imagens foram cortadas devido à sua brutalidade, como cangrejos sendo triturados.

Impacto e Mensagem

Attenborough, que já abordou a questão dos resíduos plásticos em “Big Planet II”, agora foca na pesca de arrasto. Ele acredita que o oceano pode se recuperar rapidamente se for respeitado e protegido. O filme foi financiado pelo magnata australiano Andrew Forrest, que apoia a proibição da pesca de arrasto em áreas marinhas protegidas, onde atualmente essa prática é permitida em apenas cinco por cento das zonas.

A Conferência de Oceanos da ONU ocorrerá em Niza em junho, e Attenborough espera que seu filme sensibilize os governantes sobre a importância de um ecossistema marinho saudável. Ele ressalta que um oceano saudável pode ajudar a combater o aquecimento global, contribuindo para a captura de dióxido de carbono.

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