O Brasil confirmou dois casos de gripe aviária no Rio Grande do Sul, sendo um deles em uma granja de ovos férteis em Montenegro, onde mais de 15 mil aves morreram. O outro foco foi no Zoológico de Sapucaia do Sul, com a morte de cerca de 90 aves aquáticas. O Ministério da Agricultura decretou estado de emergência na região por 60 dias, com restrições em um raio de 10 km. O vírus influenza tipo A, que causa a gripe aviária, foi identificado em aves silvestres desde 2023 e o subtipo H5N1 é o mais preocupante. Embora a infecção em humanos seja rara, o Ministério da Saúde alerta para o risco de casos esporádicos. Os sintomas em humanos são semelhantes aos da gripe comum, mas a taxa de letalidade é alta. Até agora, não há registros de infecção em humanos no Brasil, e alimentos bem cozidos não transmitem a doença.
O Brasil confirmou, nesta sexta-feira, 16 de novembro, dois focos de gripe aviária no Rio Grande do Sul. O caso mais grave foi identificado em uma granja de produção de ovos férteis em Montenegro, na região metropolitana de Porto Alegre, sendo o primeiro em aves comerciais no país. O segundo foco ocorreu no Zoológico de Sapucaia do Sul, onde cerca de 90 aves aquáticas morreram.
Na granja de Montenegro, mais de 15 mil aves morreram de um total de 17 mil. As aves sobreviventes foram sacrificadas, e toda a produção de ovos das últimas quatro semanas está sendo rastreada e descartada. Em resposta à situação, o Ministério da Agricultura e Pecuária decretou estado de emergência zoossanitária por 60 dias na região, com restrições em um raio de 10 km.
A presença do vírus influenza tipo A no Brasil gera preocupação desde 2023, quando foi identificado em aves silvestres. O subtipo H5N1, de alta patogenicidade, é o principal responsável pelos surtos recentes. A gripe aviária é altamente contagiosa entre aves, com mortalidade que pode ultrapassar 60%, chegando a 100% em casos mais severos, conforme a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Embora a infecção humana seja rara, o Ministério da Saúde alerta que sempre que o vírus circula entre aves, existe o risco de casos esporádicos em humanos. A diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações, Isabella Ballalai, afirmou que a confirmação do vírus indica que o sistema de vigilância está funcionando. Profissionais que lidam com aves devem usar equipamentos de proteção e reportar mortes súbitas às autoridades sanitárias.
Os sintomas em humanos podem se assemelhar aos da gripe comum, mas a taxa de letalidade chega a 50%. Desde 2003, a Organização Mundial da Saúde registrou 874 infecções humanas, com 458 óbitos. Até o momento, não há registros de infecção em humanos no Brasil. Alimentos bem cozidos não transmitem a doença, e recomenda-se evitar produtos crus ou mal cozidos.
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